ANO: 25 | Nº: 6235

Viviane Becker

viviminuano@hotmail.com
Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
27/07/2018 Caderno Ellas

Falsificado, imitação ou pirateado?

Foto: Reprodução JM

Por Janine Pinto

Estilista/Colaboradora

Não é novidade para ninguém que existe um mercado paralelo quando se fala de algumas peças de moda em especial, como bolsas ou sapatos.

Se você gostaria de uma bolsa de luxo ou um par de último modelo por uma fração do preço vendido no varejo, você não está sozinho.

A demanda dos consumidores por produtos de grife com descontos acentuados garante aos vendedores de rua um comércio intenso de moda e acessórios que se parecem com estilos “quase” autênticos da moda. Mas, embora essas bolsas estilosas possam parecer ser uma pechincha, os custos ocultos são surpreendentes.

A estimativa é que os produtos falsificados custem à economia global US$ 250 bilhões por ano. Esse número se traduz em perda de receita para empresas legítimas de grife e seus funcionários e, consequentemente, empregos perdidos e falta de arrecadação de impostos.

Fabricar, distribuir e vender produtos falsificados é ilegal e antiético. Comprar “falsificações” de grife (produtos com o logo ou a etiqueta da grife, mas não fabricados pela empresa da grife) viola os direitos de propriedade intelectual da grife e gera prejuízos incalculáveis para a humanidade. A compra de produtos falsificados não é um crime sem vítimas.

 

Os custos de ser um fashionista falso

•       O comprador priva os designers e outros detentores de direitos autorais dos frutos de seu trabalho e transfere de maneira injusta os lucros para outros.

•       Falsificadores não pagam impostos, o que significa menos dinheiro para escolas, hospitais e outros programas sociais de sua cidade.

•       Como a maioria dos produtos falsificados é produzida em fábricas clandestinas dirigidas pelo crime organizado, os lucros quase sempre financiam grupos terroristas, traficantes de drogas, traficantes de sexo e gangues. As fábricas clandestinas, por sua vez, são conhecidas por violar as leis do trabalho infantil e os direitos humanos básicos, e muitos trabalhadores são coagidos a um sistema de servidão contratual, forma moderna de escravidão.

•       Peças falsificadas dificilmente têm qualidade, é dinheiro jogado fora, pois em poucos meses vai estragar, de forma irreversível, gerando mais lixo ao planeta.

•       As pessoas que consomem este tipo de mercadoria devem ser estudadas, pois estão lançando mão de princípios básicos em nome de um falso status facilmente identificável, afinal, ninguém estaria na parada de ônibus carregando uma bolsa que custa 20 ou 30 mil reais!

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias do caderno

Outras edições

Carregando...