ANO: 25 | Nº: 6262

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
28/07/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Luís de França

Eventualmente, quando nos referimos a Allan Kardec como o "grande codificador" ou o "codificador lionês", deixamos de apontar que ele não foi responsável, isoladamente, pelo processo de revelação do ensinamento dos Espíritos que, depois, ficou notoriamente reconhecido como "Espiritismo".

Os Espíritos, assim referidos, coordenaram todo o processo de revelação e entre eles, alguns se fizeram reconhecer, como São Luís ou Luís de França, também conhecido como "O Grande Cruzado" ou "Benfeitor da Juventude".

Numa de suas reencarnações ele viveu entre os anos de 1214-1270 e reinou desde o ano de 1226 até sua morte. Além de rei da França foi canonizado pela Igreja Católica.

Entre alguns de seus feitos, como rei, a história aponta a assinatura do Tratado de Paris (1250) que deu uma trégua à centenária rivalidade com a Inglaterra.

Luís de França foi um rei reformador e lançou as bases da justiça real francesa, na qual o rei era o juiz supremo a quem qualquer pessoa era capaz de apelar para buscar a emenda de um julgamento. Ele proibiu julgamentos por provação, tentou impedir as guerras privadas que estavam assolando o país e introduziu a presunção de inocência no processo criminal. Era admirado por seus súditos e por toda a Europa como um rei extremamente justo. Chegava a ficar várias vezes na semana sob um carvalho no Castelo de Vincennes ouvindo os apelos e pedidos de seus súditos de todas as classes.

Enquanto Espírito, Divaldo Pereira Franco relata que, São Luís aparece na codificação como um dos maiores expoentes do Evangelho de Jesus convidando-nos a reflexões muito profundas.

Divaldo relata, ainda, que numa conversa sua com Chico Xavier ao referir-se a São Luís Gonzaga, nome dado ao Centro Espírita fundado por Chico na cidade de Pedro Leopoldo, Chico estendeu as suas considerações a São Luís de França, "esse nobre rei que soube erguer a lâmpada da claridade espiritual e a flâmula da justiça, da paz e da liberdade no tempo da intolerância, de escravagismo, de perseguições religiosas ímpares, procurando servir a Jesus com toda a abnegação".

Divaldo destaca, também, que "todas as mensagens ditadas por São Luís e as respostas espontaneamente dadas ou quando interrogado, constituem um alicerce de segurança inamovível para o equilíbrio dos postulados espíritas nos dias de ontem, de hoje e nos desafiadores dias que virão amanhã".

Enfim, eis aqui um dos personagens da Codificação.

"Zombaram das mesas girantes, mas não zombarão jamais dafilosofia, da sabedoria e da caridade que brilham nas comunicaçõessérias. Que vejam aqui, que escutem ali, mas que entre vós hajacompreensão e amor." – São Luís.

(Referências: Allan Kardec. Revista Espírita. Julho de 1859. FEB Editora. p. 259. Divaldo Franco fala sobre o Espírito São Luís. https://www.youtube.com/watch?v=9Lh1M-x4eq0. Acesso em 25 de julho de 2018. Jacques Le Goff, Saint Louis, Paris, Gallimard, 1996)

José Artur M. Maruri dos Santos
Trabalhador da União Espírita Bageense
Comente: josearturmaruri@hotmail.com

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