ANO: 25 | Nº: 6236
03/08/2018 Editorial

Grito de socorro

A criminalidade, aos longo dos últimos dias, tem demonstrado um crescimento na Rainha da Fronteira. Tal afirmativa não se embasa em algum levantamento estatístico, tampouco num comparativo com dados do ano passado, mas pela simples constatação de registros policiais que acabam sendo retratados através da imprensa, como é o caso do Jornal MINUANO.
Furtos, roubos e arrombamentos meio que passaram a se proliferar em tal proporção que motivaram um grito de socorro por parte da comunidade escolar da Escola Estadual Luiz Maria Ferraz, o conhecido Ciep, que funciona na Zona Leste da cidade. Conforme retrata reportagem publicada nesta edição, desde o final do ano passado foram nada menos que 10 ataques, contra a instituição, registrados em boletins de ocorrência. O número, por si só, já pode ser considerado alarmante. Mas nem tanto quanto o depoimento apresentado pela vice-diretora da escola.
De acordo com a fonte, houve um fato em que criminosos simplesmente arrancaram uma janela, utilizando um pé de cabra, pasmem, enquanto alunos estavam em aulas. Tal relato, de forma bem direta, é inaceitável do ponto de vista da segurança. Em resumo, é cenário, neste caso, de abandono. E isso, por óbvio, jamais pode se repetir – nem em pesadelo.
No atual momento, em especial por se tratar de época eleitoral, será fundamental buscar, em detalhes, o que cada candidato proporá para garantir mais segurança. E, claro, cobrar o eleito com ênfase e ao pé da letra. Não poderá haver desculpas. Se há necessidade de economia, ou mesmo de dificuldades burocráticas – e sabe-se que há –, ambas argumentações precisarão ser superadas.
No caso do manifesto, alunos, professores e funcionários da instituição exerceram um papel exemplar de cidadania, pertinente do estado democrático. Espera-se que os apelos deles sejam ouvidos. E não no próximo ano, mas agora, com imediatismo. Aliás, que a segurança prevaleça em todos os espaços.

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