ANO: 25 | Nº: 6405

Fernando Risch

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Escritor
03/08/2018 Fernando Risch (Opinião)

Não se aflija com as eleições

É grave, cabe dizer. Mas não se aflija. Eu já me preocupei, arranquei os cabelos, discursei, debati, briguei; e não importa o que eu faça, ou o que você faça, nada mudará a cabeça do eleitor decidido. Há eleitores que mesmo que o seu candidato faça ou fale a mais estridente das barbáries, seguirá convicto no seu voto.

Os indecisos sim, esses decidirão o destino do Brasil. Porque, ironicamente ou não, nosso futuro de indecisão deve ser norteado pela própria indecisão do eleitor. Pode ser que tenhamos um futuro obscuro, pesado. Difícil, complexo e duro ele será, quer se eleja o Candidato do Porrete ou o Candidato da Flor. O que diferenciará um do outro é a capacidade de encurtar o tempo em que a sociedade brasileira se alimentará com o pão que o diabo amassou. A diferença entre um e outro é, também, entre quem sabe que estamos indo para o abismo e que precisamos virar a direção do veículo e o que não sabe.

De fato, parece grave; e é. Mas não se aflija, relaxe, aproveite a vida. Não se anseie por precipitação, como eu já fiz. Abandone a angústia e tome um suco de laranja; vitamina C faz bem para combater os radicais livres do estresse. Dependendo de alguns cenários em que pedem que nos acostumemos, parece o fim do mundo. E é mesmo. Mas esqueça, ignore, a vida é boa demais para que pensemos em tragédias.

Leitor, se acalme, não espume pela boca. Tome um calmante com chá de hibisco e respire fundo. Fique tranquilo, leitor. Abra a janela, inale este ar ainda parcialmente puro que congela seu nariz e reflita. Depois de refletir, reflita de novo. E quando a hora chegar, vote com a razão, não com o bumbum. Porque se em vez de apertar números e confirmar você votar dando socos na urna, é possível que elejamos o murro.

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