ANO: 25 | Nº: 6335
13/08/2018 Fogo cruzado

Eduardo Leite defende novo olhar para demandas da metade Sul

Foto: Antônio Rocha

Candidato do PSDB cumpriu agenda em Bagé com postulante a vice, delegado Ranolfo
Candidato do PSDB cumpriu agenda em Bagé com postulante a vice, delegado Ranolfo

Em sua primeira agenda em Bagé, o candidato do PSDB ao Palácio Piratini, Eduardo Leite, defendeu uma nova visão sobre a metade Sul do Estado. “Não se pode ser governador de uma região. Mas conhecemos as dificuldades e este conhecimento vai determinar o olhar com a atenção que a região sempre deveria ter tido e não teve dos outros governos. O que a metade Sul quer é espaço para crescer; quer o reconhecimento de quem trabalha”, disse o ex-prefeito de Pelotas, durante convenção do PTB bajeense, partido do candidato a vice-governador, delegado Ranolfo, realizada na noite de sábado.
A agenda petebista levou ao palanque lideranças da própria legenda, com destaque para vereadores, o prefeito Divaldo Lara e o deputado estadual Luís Augusto Lara, em campanha pela quinta reeleição. A convenção reuniu, ainda, candidatos do Progressistas, a exemplo de Afonso Hamm, que busca a reeleição, e Luís Carlos Heinze, que concorre ao Senado; e do PSDB, sigla do vice-prefeito, Manoel Machado, postulante à Câmara dos Deputados. Eduardo Leite, o último a falar após pouco mais de 1h20min de discursos, em roteiro iniciado pelo novo presidente do diretório petebista, Carlos Adriano Carneiro (Esquerda), adiantou propostas de sua plataforma para o governo do Estado.
O tucano afirmou que pretende ser 'a liderança que vai abrir os espaços para que quem empreende possa ter a energia empreendedora liberada'. “Temos que ter disposição para discutir a loucura que é a burocracia do nosso Estado, que impede quem quer empreender de ter uma licença rapidamente. Temos que trabalhar para rever o custo da máquina, fazer as reformas que o Rio Grande do Sul precisa para poder reduzir a carga tributária. Associado a tudo isso, temos que ter foco na educação. O Rio Grande tem que ser o Estado da inovação. Cultivamos as tradições, mas não vivemos de passado. O Estado precisa viver da perspectiva de futuro”, pontuou.


Bandeira prioritária
A aliança com o PTB é encarada como estratégica para um dos pontos centrais da plataforma do candidato tucano. “Temos que dizer basta à violência e à criminalidade. Por isso tenho orgulho de ter ao nosso lado quem conhece a segurança pública. É um parceio fundamental nesta luta”, definiu, ao se referir ao vice, delegado Ranolfo.


Foco no diálogo
Eduardo Leite recorreu à experiência à frente do Executivo de Pelotas para justificar posição sobre sua candidatura ao governo do Estado, recordando o desafio que enfrentou como prefeito, quando optou por não disputar a reeleição, trabalhando pela eleição de sua vice, Paula Mascarenhas. “O Rio Grande do Sul passa por dificuldades tremendas. Todos sabemos que nosso Estado tem uma crise profunda, com desajustes nas contas, que podem e estão desanimando muita gente. Mas eu sei o que é governar na dificuldade, com pouco dinheiro e fazendo escolhas. É preciso dialogar e ter a coragem de dizer a verdade, indo para as ruas, conversando e ouvindo as críticas”, avaliou.
Reforçando a tese da 'franqueza', que pretende imprimir à campanha eleitoral, o tucano destaca que 'em quatro anos não serão resolvidos todos os problemas do Estado'. “Vamos falar o que dá para fazer e o que não dá. Estamos cansados de enrolação. Se não dá para fazer, é preciso dizer logo que não dá para fazer. É assim que governamos Pelotas e é isso que vamos fazer no Rio Grande. Em quatro anos a gente toca nos principais problemas que entravam o Estado, para voltar a ter perspectiva de futuro, dar confiança e entusiamo”, garantiu.

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