ANO: 25 | Nº: 6433

Divaldo Lara

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13/08/2018 Divaldo Lara (Opinião)

Minha avaliação vem das urnas

Minha coluna de hoje vem tratar de uma questão abordada recentemente pela mídia acerca da premiação oferecida pelo Instituto Tiradentes a centenas de gestores Brasil afora, na qual minha gestão foi apresentada como destaque nos anos de 2014 e 2015.
O título Alferes Tiradentes Ouro me foi concedido enquanto ainda atuava como vereador e presidente da Câmara, no município. O formato apresentado, um site com conteúdo relevante e uma organização de evento bem estruturados não remetiam a nenhuma desconfiança do instituto em questão até o presente momento e com as imagens mostradas na reportagem de caráter investigativo.
A realidade que vivíamos naquele período de trabalho na Câmara, a aceitação nas urnas, o trabalho diferenciado enquanto estive na presidência do Legislativo e a opinião popular, captada também por uma pesquisa através do Instituto Methodus, renomado nesta área, também apontavam altos índices de popularidade em consonância com a premiação oferecida.
Com base em todos estes dados, não havia motivos para nenhuma desconfiança.
No momento de receber uma premiação deste tipo, cabe ao gestor o bom senso, algo que sempre tive. Nunca utilizei nem um centavo de recurso público para qualquer despesa no recebimento de homenagens. Mais do que isso: sempre me neguei a fazer cursos de formação com diárias e custos para o erário público, por acreditar que investimentos para crescimento pessoal devam ser pagos com o seu esforço pessoal também.
A maior avaliação do meu trabalho sempre se deu através das urnas, onde já iniciei meu primeiro mandato como o vereador mais votado do meu partido (PTB) em 2008. Depois, com a comprovação do trabalho, fui o vereador mais votado da cidade em 2012, em minha reeleição. Até chegar aos 75% de aprovação em 2016, quando me elegi prefeito. Meu trabalho não é calcado em premiações, mas na confiança que os bajeenses têm na minha pessoa e no trabalho comprovado.  
Relembrando o período na Câmara de Vereadores, o resultado da pesquisa apresentada pelo Instituto Tiradentes ocorria justamente quando realizávamos ações históricas no Legislativo quando modernizamos o plano de carreira dos servidores, após 27 anos; quando realizamos um concurso público após muito tempo e ainda destinando os recursos das inscrições para a Santa Casa; quando passamos a atender a população tanto com a abertura da Câmara aos sábados quanto percorrendo todas as comunidades para ouvi-los com nosso projeto “Câmara nos Bairros”. Ainda terminamos com a cobrança de água em terrenos, incluímos Bagé no Plano Energético Estadual e lutávamos constantemente por uma Faculdade de Medicina para Bagé, sonho que chegou quase a ser concretizado e cuja luta ainda continua. Foram ações de destaque, que chamavam atenção da população e dos institutos de pesquisa.
Já durante meu governo frente à prefeitura, nosso secretário municipal de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, Dr. Mário Mena Kalil, também foi apresentado como melhor gestor pelo mesmo instituto. Outro caso que coincidiu com a realidade do ano passado, quando nos dedicamos muito a equipar, recuperar e melhorar a saúde dos bagjeenses em nosso primeiro ano de mandato. E da mesma forma, nenhum recurso público foi utilizado para custear a homenagem.
Assumi grandes responsabilidades com nossa população ainda jovem e quando isso ocorre, não há espaço para erros. Ter chegado até a prefeitura, através da confiança das pessoas, deve-se ao resultado de um trabalho honesto, sério e, sobretudo, de respeito aos bajeenses.

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