ANO: 26 | Nº: 6542
15/08/2018 Cidade

Campanhas eleitorais começam amanhã

Foto: Tiago Rolim de Moura

por Aline de Oliveira
Acadêmica de Jornalismo da Urcamp

Os bajeenses, assim como o restante dos brasileiros, já estão na expectativa para o começo das campanhas eleitorais. Cada um por motivos diferentes. A busca por um novo presidente da República, governador, deputado federal e estadual, além de senador, deve ser pauta contínua nas conversas dos próximos dois meses, seja durante o almoço ou em encontros entre amigos numa praça qualquer. E quem busca ser eleito, terá, a partir de amanhã, um dos principais artifícios para convencer o eleitorado: as campanhas serão, oficialmente, iniciadas, logo após o encerramento do prazo para registro de candidatos, que é hoje.
Uma vez iniciada a campanha eleitoral, a estrutura dos partidos poderá funcionar das 8h às 22h, com a realização de comícios e uso de alto-falantes ou amplificadores de som, tanto junto às sedes como em veículos.
Com esta informação, surgem várias questões sobre esse movimento partidário que está para acontecer nas próximas semanas. Os bajeenses, assim como os brasileiros, devem ficar atentos a algumas questões.


Como os bajeenses avaliam o período
Alguns bajeenses têm em mente que este período é para conhecer os candidatos. "Precisamos saber o que é melhor para o País", afirmou Paula Figueiredo, de 40 anos. "É bom para os políticos poderem mostrar ao povo suas propostas", concordou Luiz André, 48 anos.
Aliás, quem se sente indeciso aproveita tal cenário para avaliar cada um dos candidatos. "Tem pessoas que estão, no momento, apenas averiguando, esperando as campanhas começarem, para decidir em quem vão votar", reconhece Jonatas Costa, de 28 anos. "As pessoas precisam ser informadas sobre os projetos para escolher em quem colocarão os seus votos", completou Vanessa Almeida, de 24 anos.
"As pessoas gostam e precisam saber quais são as propostas dos candidatos, porque, hoje, o Brasil está numa situação tão complicada. Então, quanto mais informação as pessoas tiverem a respeito dos candidatos, melhor", argumenta Shélen Camponogara, de 35 anos.
Mesmo cientes da oportunidade de identificar prós e contras dos políticos que buscam se eleger, há quem veja o período de campanha como pouco importante. "Eles acham que é 'muita sacanagem' e reclamam do Judiciário do País" comenta Sérgio de Oliveira, de 52 anos. Já para Simone Ferreira, de 47 anos, trata-se de "uma perda de tempo".
Patrick Proença, de 23 anos, é totalmente contra a distribuição de panfletos, pois, segundo ele, tal ação é contra o meio ambiente e à sustentabilidade. "Não aceito esse tipo de divulgação por poluir a cidade, tanto das pessoas que distribuem, como das pessoas que aceitam os panfletos e, segundos depois, o jogam no chão", critica.

O que pode
- Folhetos, adesivos e materiais impressos com tamanho máximo de 50x40cm, sob responsabilidade do candidato, partido ou coligação;
- Envio de mensagens eletrônicas, desde que o destinatário possa se descadastrar;
- Anúncios em jornais e revistas, porém os mesmos só podem ser divulgados até dois dias antes da eleição;
- Adesivos em carros, bicicletas e janelas;
- Bandeiras em vias públicas, desde que não atrapalhe os veículos e pedestres.
- Propagandas na internet;
- Carros de som, minitrios, alto-falantes e amplificadores de som são permitidos apenas durante as carreatas, passeatas e comícios;
- A coligação deve ser usada obrigatoriamente;
- Mesas com material da campanha são permitidos e podem ser instaladas nas ruas, desde que não atrapalhem a circulação de pessoas e veículos, podendo começar a partir das 6h e ir até as 22h.


É proibido
- A distribuição de brindes, como camisetas, chaveiros, bonés, canetas ou cestas básicas;
- A propaganda em outdoor, inclusive eletrônicos, não é permitida;
- Telemarketing para propagandas;
- É proibido pichações, faixas, cavaletes e bonecos em locais públicos, como postes, muros, viadutos, etc.

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