ANO: 24 | Nº: 8084
17/08/2018 Cidade

Após rescisão, prefeitura buscará nova empresa para concluir obra na Pery Coronel

Foto: Tiago Rolim de Moura

Obra era para ser finalizada em março
Obra era para ser finalizada em março
A obra de asfaltamento da rua Pery Coronel, no bairro São Jorge, que iniciou em dezembro de 2017 e era para ser concluída em março deste ano, teve sua conclusão adiada. Há cerca de três meses, após um impasse com a empresa responsável pelo serviço, os trabalhos foram paralisados. A obra estava sendo realizada pela empresa Yergata Montagens e Obras, num projeto que contempla 209,14 metros, com recursos de R$ 327,064,20, oriundos do Ministério das Cidades.
O secretário da Gestão, Planejamento e Captação de Recursos, Eduardo Deibler, visitou a via na manhã de ontem, com o coordenador de Planejamento da pasta, Pedro Caetano, e os engenheiros civis Márcio Marun e Adalberto Schafer. Segundo o titular da pasta, a empresa que estava realizando a obra pediu um reequilíbrio de R$ 228 mil. A prefeitura, entretanto, não concordou com a solicitação.
Deibler afirmou que o pedido de rescisão foi encaminhado e deve ser concluído até a próxima semana. Ele também criticou a postura da empresa e disse que seria até mesmo “imoral” aceitar o pedido para aumentar o valor da obra, além de lembrar que há punições indicadas para este tipo de situação. “Vamos contar que a Procuradoria Jurídica seja rígida para coibir este tipo de comportamento extremamente lesivo ao erário e à população”, disse.
Após a rescisão, explicou, será necessário o ajuste do projeto – retirando aquilo que já foi feito – para que seja lançada uma nova licitação. A documentação também deverá ser enviada novamente à Caixa Federal. E o valor precisa ser atualizado, o que deve tornar a obra cerca de R$ 15 mil mais cara.

Moradores reclamam
Além da paralisação dos trabalhos, um fato vem gerando desconforto aos moradores. O problema é que, segundo revelado à reportagem, a via foi rebaixada e ocasionou uma dificuldade de acesso com os veículos nas garagens.
De acordo com um dos moradores, o militar reformado Jair Farias Batista, foram colocados os bueiros e meios fios na quadra em que vive, e as calçadas não foram terminadas, deixando um desnível de mais de 40 centímetros. “Queremos que a obra seja concluída”, diz.
Outra moradora, a aposentada Marta Fontoura, que vive no local há cerca de 20 anos, comenta que a via era normal. Ela salienta que, na sua quadra, chegaram a ser feitas as calçadas e implantadas as caixas coletoras. Porém, sua calçada foi desmanchada e ficou com um degrau na garagem, inviabilizando a entrada com seu automóvel. “Tive que fazer uma adaptação para conseguir guardar o carro”, explica.Ela conta que os moradores juntaram as britas e distribuíram ao longo da via para melhorar a situação. “Se não era para finalizar, melhor que não tivessem mexido. A rua tinha menos pó e buraco do que agora”, avalia.
Dentro do cronograma da obra, estavam previstas a drenagem de todo trecho, reforço no subleito, execução de meio fio e passeio público, execução da base estrutural e, por fim, pavimentação asfáltica.
O coordenador de Planejamento explicou que a prefeitura poderá fazer a remoção do material das duas quadras e serão tomadas medidas paliativas para que os moradores tenham garantido o acesso às residências. Até agora, 51,81% da obra está pronta.

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