ANO: 25 | Nº: 6312
17/08/2018 Fogo cruzado

Empresas demonstram interesse por ativos minerários de Candiota

Representantes de seis empresas participaram da terceira audiência pública sobre o processo de licitação de áreas de mineração de carvão em Candiota, realizada pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), na semana passada, em Porto Alegre.
A área de Candiota é dividida em quatro lotes, formados pela Estância da Glória, Arroio Pitangueira, Seival e Arroio dos Vimes, que totalizam 14 títulos, em pouco mais de 20 mil hectares. A audiência faz parte da consulta pública aberta no dia 25 de julho para receber contribuições para o processo de licitação de áreas incluídas no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), desenvolvido pelo governo federal.
O diretor presidente da CPRM, Esteves Pedro Colnago, destaca que estiverem presentes importantes representantes do setor. A audiência foi organizada para dar publicidade, transparência e legitimidade ao processo licitatório. O coordenador da CPRM, no PPI, Máarcio José Remédio, adiantou que ‘não houve manifestação contrária à realização dessa licitação’.
Serão oferecidos aos investidores títulos minerários de carvão em Candiota e os direitos sobre jazidas de metais como cobre, chumbo e zinco em Palmeirópolis, sul de Tocantins. As áreas fazem parte da carteira de ativos da CPRM, empresa pública que tem as atribuições de Serviço Geológico do Brasil e está vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Os direitos são resultado de pesquisas feitas nas décadas de 1970 e 1980 pela instituição.
Podem participar do leilão apenas empresas ou consórcios formados por companhias de mineração ou de pesquisa mineral, nacionais ou estrangeiras. Como a área de Candiota está próxima à fronteira com o Uruguai, a legislação federal determina que a empresa ou consórcio vencedor deverá ter no mínimo 51% de capital nacional.

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