ANO: 25 | Nº: 6406
27/08/2018 Editorial

Transmissão bilionária

Os investimentos em energia, quase que de praxe, quando desencadeados, envolvem valores elevados. Nestes momentos, muito além de se debater sobre a importância da obra em questão, qualquer que seja a intervenção, se projeta o quanto tais empreendimentos devem contribuir, de maneira bem prática, sobre a economia local.
Exemplo disto se visualizava a cada nova usina termelétrica erguida em Candiota. Além da obra da Fase C da Presidente Médici, hoje existe a construção da Pampa Sul, na localidade de Seival. De comum, mesmo uma sendo pública e outra privada, está os seus entornos. A captação de mão de obra local, em ambas as empreitadas, ultrapassa os quatro dígitos. O que, de fato, faz girar a economia na região.
É um calculo simples. Com emprego – e renda fixa mensal – o trabalhador acaba consumindo mais em seu município. Empresas locais também acabam ampliando a quantidade de produtos fornecidos, normalmente para as empresas que atuam no canteiro de obras. Há lucro extra e, consequentemente, mais investimentos.
Agora, para ser mais exato, uma nova iniciativa no setor elétrico deve contribuir, de sua forma, com o mercado da Campanha gaúcha. Hoje, em Porto Alegre, devem ser assinados os acordos para a obra de implantação e operação de empreendimentos de transmissão de energia no Rio Grande do Sul.
Com impacto direto na região, como em Candiota e Pinheiro Machado, estas obras preveem investimentos superiores aos R$ 3,9 bilhões para a construção de quase dois mil quilômetros de redes, além de reformas e criações de novas subestações. Trata-se de uma medida de impacto que deve contribuir bem mais que o seu objetivo básico, que é garantir estabilidade energética. Inicia o período de expectativas.

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