ANO: 26 | Nº: 6555
29/08/2018 Editorial

Turismo em dados

Ao longo dos últimos anos, muito se debate, ao menos na Campanha gaúcha, metodologias para tornar, de fato, o setor de turismo uma cadeia econômica rentável. Motivos, em verdade, não faltam. Ao menos quando se trata de potenciais existentes. A Rainha da Fronteira, além de campos, em boa parte, com características do Bioma Pampa preservadas, ainda possui rico patrimônio arquitetônico e histórico. Só estes dois itens já serviriam como estímulo. Mas não se resume a eles. Ainda há um setor hoteleiro que vem se adequando às novas demandas, inclusive oportunizando experiências realmente gaúchas a qualquer visitante, ao mesmo tempo em que novos espaços surgiram – leia-se Santa Fé.
Porém, por mais que iniciativas tenham sido exploradas e investimentos efetuados, alguns tópicos não fizeram, por assim dizer, o setor decolar. Não dentro de toda a expectativa gerada até então. É fato que o turismo existe, na Rainha da Fronteira, mas, claro, pode melhorar. Tem-se, por questão lógica, que utilizar-se de comparativos com instâncias mais consolidadas, como Gramado e Canela. E não para diminuir os potenciais daqui, mas para se vislumbrar um objetivo de modelo próximo do ideal.
Pensando nisto, foi lançado, na segunda-feira, em Esteio, uma ferramenta que promete auxiliar quem se aventurar em tal ramo. O hotsite de Turismo Rural do RS, ferramenta criada para divulgar os mais de 300 estabelecimentos do segmento cadastrados no Estado, abrangendo 22 regiões turísticas e 84 municípios, surgiu do Grupo de Trabalho para o Turismo Rural Gaúcho (GTTR), atualmente configurado como Câmara Temática e inserido no Conselho Estadual de Turismo do Rio Grande do Sul (Conetur).
Para ser concebido, foram iniciadas, ainda em 2016, as coletas de dados a campo. Essas informações possibilitaram o lançamento do diagnóstico atualizado do turismo rural, os quais, hoje, subsidiam o hotsite. Segundo a turismóloga da Emater/RS-Ascar, Fernanda Costa, os dados coletados a partir da pesquisa também garantiram a atualização das informações acerca do segmento. "A realização desse trabalho vem mostrando o grande potencial do turismo rural em todo o Estado. Em 41% das propriedades, o turismo foi elencado como a principal atividade econômica e, em 60% dos casos, novos produtos foram desenvolvidos a partir do turismo rural", enfatizou, ao mostrar que, em termos de atrativos, o Estado, assim como a própria Campanha, tem motivos para sonhar com um futuro promissor.

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