ANO: 25 | Nº: 6458
31/08/2018 Cidade

Cerealista Coradini aguarda liberação de projeto para instalar planta fotovoltaica

Foto: Tiago Rolim de Moura

Estrutura será erguida em terreno ao lado da empresa
Estrutura será erguida em terreno ao lado da empresa

A implantação de uma planta fotovoltaica de um megawatt proposta pela Cerealista Coradini está prestes a ser implantada em Bagé. A empresa foi a primeira do País a ter o financiamento aprovado, através do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), no valor de R$ 3,5 milhões, dentro do subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes do Fundo Clima, autorizada para acesso de pessoas físicas e jurídicas a financiamentos com recursos do BNDES para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários).
A planta será montada ao lado da cerealista que fica situada no quilômetro 21 da avenida Visconde Ribeiro de Magalhães, s/n. De acordo com sócio proprietário da empresa, Valmor Coradini Júnior, os equipamentos deste projeto serão fornecidos pela Fockink Indústrias Elétricas, sendo que os painéis fotovoltaicos, de fabricação nacional, são oriundos da Globo Brasil, todos cadastrados na Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame).
Coradini explica que o investimento total é de R$ 6,5 milhões e a planta irá suprir cerca de 55% da energia utilizada pela indústria, que tem um custo anual de R$ 2,5 milhões com eletricidade. "Nossa estimativa é reduzir em torno de R$ 800 mil ano no valor da energia", disse. A Cerealista Coradini atua no mercado desde 2006, nos segmentos de beneficiamento de arroz e comercialização de grãos.
O proprietário ressalta que o local da implantação da planta já foi preparado para receber os 3,6 mil painéis. Segundo ele, o projeto está tramitando na Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e a expectativa é que seja liberado em até dois meses. "Esse projeto é o maior da Metade Sul", disse.
O empresário ressalta que o projeto foi pensado durante seis meses e foram procuradas empresas especializadas para a compra dos equipamentos, que são específicos para o tamanho do investimento. Segundo ele, o desenvolvimento do projeto foi baseado na demanda da indústria e de acordo com publicação do BRDE. A planta a ser instalada é equivalente ao consumo residencial de aproximadamente 300 moradias.
Segundo Coradini, o projeto está em fase de aprovação e a informação é que a parte técnica, como a localização e rede, comporta o empreendimento. O empresário enfatiza que ainda está em tratativas com o fundo clima e que não foi disponibilizado o recurso. "Nossa ideia é utilizar toda a energia gerada e desenvolver um projeto de eficiência energética para diminuir o consumo", relata.

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