ANO: 24 | Nº: 6137

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
01/09/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Santo Agostinho

Ainda apresentando uma série de Espíritos que contribuem com a divulgação do Espiritismo pelo mundo, vale referir a importância de Santo Agostinho.
No capítulo I da obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo", o Espírito Erasto, já citado nesta coluna, revela que "Santo Agostinho é um dos maiores divulgadores do Espiritismo. Manifesta-se quase por toda parte. A razão disso encontramo-la na vida desse grande filósofo cristão. Pertence ele à vigorosa falante dos Pais da Igreja, aos quais deve a cristandade seus mais sólidos esteios. Como vários outros foi arrancado do paganismo, ou melhor, à impiedade mais profunda, pelo fulgor da verdade. Quando, entregue aos maiores excessos, sentiu em sua alma aquela singular vibração que o fez voltar a si e compreender que felicidade estava alhures, que não nos prazeres enervantes e fugitivos".
Santo Agostinho, na Igreja Católica e na Comunhão Anglicana, é venerado como um santo, um proeminente doutor da Igreja e o patrono dos agostinianos. Sua festa é celebrada no dia de sua morte, 28 de agosto. Muitos protestantes, especialmente os calvinistas, consideram Agostinho como um dos "pais teológicos" da Reforma Protestante por causa de suas doutrinas sobre a salvação e graça divina.
Como se vê, vários segmentos religiosos trabalham sobre os ensinamentos de Espírito de Escol que, em sua vida, foi obcecado pela verdade.
Allan Kardec, ao comentar as palavras de Erasto, supracitado, assim refere:
"Dar-se-á venha Santo Agostinho demolir o que edificou? Certamente que não. Como tantos outros, ele vê com os olhos do Espírito o que não via como homem. Liberta, sua alma entrevê claridades novas, compreende o que antes não compreendia. Novas ideias lhe revelaram o sentido verdadeiro de algumas sentenças. Na Terra, apreciava as coisas de acordo com os conhecimentos que possuía; desde que, porém, uma nova luz lhe brilhou, pode apreciá-las mais judiciosamente. Assim é que teve de abandonar a crença que alimentara nos Espíritos íncubos e súcubos e o anátema que lançara contra a teoria dos antípodas. Agora que o Cristianismo se lhe mostra em toda a pureza, pode ele, sobre alguns pontos, pensar de modo diverso do que pensava quando vivo, sem deixar de ser um apóstolo cristão. Pode, sem renegar a sua fé, constituir-se disseminador do Espiritismo, porque vê cumprir-se o que fora predito. Proclamando-o, na atualidade, outra coisa não faz senão conduzir-nos a uma interpretação mais acertada e lógica dos textos. O mesmo ocorre com outros Espíritos que se encontram em posição análoga".
Enfim, fiquemos com uma frase extraída de uma comunicação de Santo Agostinho à Sociedade Espírita de Paris, no ano de 1862:
"As provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus". – Santo Agostinho, Paris, 1862.

(Referências: Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1, item 11 e cap. 14, item 9. FEB Editora)

José Artur M. Maruri dos Santos
Trabalhador da União Espírita Bajeense
Comente: josearturmaruri@hotmail.com

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