ANO: 24 | Nº: 6185
05/09/2018 Segurança

Idoso é condenado por homicídio em Hulha Negra

Foto: Divulgação

Luís Judito dos Santos foi sentenciado a sete anos de detenção em regime semiaberto
Luís Judito dos Santos foi sentenciado a sete anos de detenção em regime semiaberto

Luiz Judito dos Santos, de 68 anos, foi condenado a sete anos de detenção em regime semiaberto, por ter matado João Orélio Cardoso Riquel, 56 anos, no dia 11 de novembro de 2015, no Assentamento das Palmeiras, no município de Hulha Negra.

Segundo a sentença de pronúncia do processo, o denunciado matou a vítima mediante golpe de arma branca, na ocasião, após a realização de uma confraternização na residência do acusado, que, por motivos não esclarecidos nas investigações policiais, utilizando-se de uma faca, desferiu um golpe em direção ao tórax da vítima, produzindo-lhe ferimentos. Consta que, em decorrência do ataque, Riquel morreu em função de uma hemorragia interna por perfuração cardíaca.

No dia do fato, o acusado do crime ligou para a Brigada Militar e informou que a vítima ingeria bebidas alcoólicas e ficava violento. Na ocasião, ele informou, no registro de ocorrência da Polícia Civil, que teria sido agredido com uma barra de ferro e que, em legítima defesa, atingiu a vítima com a faca. Santos também disse, no registro, que Riquel estava na sua casa como hóspede e era morador do Assentamento Capivara.


Depoimentos

Durante o júri, ontem, a testemunha, um policial militar, informou que foi chamado a comparecer no local porque um homem chamou a Brigada Militar e informou que havia matado seu "amigo", que estava “morando” uns dias em sua casa.

O policial contou, em depoimento, que, ao chegar na residência, o autor já estava em Bagé, sendo interrogado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento. Ao fazer o levantamento, a polícia encontrou uma barra de ferro, que, segundo a testemunha e a perícia, não tinha marcas de sangue e poderia ter sido colocada no local após o fato.

A testemunha mencionou que a briga entre eles teria sido porque o réu era muito católico e estava falando frases e passagens da bíblia e a vítima não havia gostado e, assim, ambos teriam discutido.

Em depoimento, o réu contou que a vítima estava há cerca de um mês na casa dele e que ingeria muita bebida alcoólica e já havia quebrado alguns objetos da casa quando ficava embriagado. Segundo ele, no dia do fato, algumas visitas foram até o local, sendo todas católicas, e ele começou a ficar irritado porque eles estavam lendo a bíblia. Então, o réu disse que teria mandado o hóspede embora, mas ele não foi.
O réu também disse que agiu em legítima defesa. Segundo ele, após as visitas saírem, ambos foram para os quartos. No meio da noite, o réu foi até o banheiro e, segundo ele, ouviu um barulho, ligou uma luz e a vítima o agrediu com a barra de ferro e, então, em meio a briga, se abaixou e pegou uma faca que estava próxima e desferiu o golpe contra ele, agindo para se defender.

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