ANO: 26 | Nº: 6528
07/09/2018 Cidade

Emoção marca noite de homenagem ao Bispo Emérito Dom Gílio Felício

Foto: Sávio Machado/Especial JM

A emoção tomou conta das galerias e da tribuna da Câmara de Vereadores na noite de quinta-feira. Bispo de Bagé por 15 anos, Dom Gílio Felício, que renunciou ao cargo em junho, por motivos de saúde, recebeu homenagem por parlamentares e membros da comunidade que cativou ao longo da década e meia que esteve à frente da Diocese.
A proposta da homenagem foi do pedetista Augusto Lara, que relembrou a trajetória e importância do primeiro bispo negro do Rio Grande do Sul em sessão solene. Amigo pessoal e um dos coordenadores das apresentações artísticas que permearam a noite, Sávio Machado destaca que o evento foi de “duas horas de emoção, com público que lotou a Câmara para mostrar o carinho e o reconhecimento por ele”.
Além de sessão protocolar, o bispo foi brindado com apresentações artísticas, que remontam à história e aos hábitos de Dom Gílio. Ele foi reconhecido, anteriormente, como Cidadão Bajeense. A noite começou com a recepção do religioso com uma réplica da faixa com os dizeres “Bagé abraça Dom Gílio”, a mesma que foi empunhada pelos bajeenses no dia da chegada dele à cidade.
O cantor tradicionalista Tiago Cesarino performou a composição de Fábio Peralta, Ponto de Luz. Em seguida, um grupo de capoeiristas relembrou o ativismo do religioso no movimento afro, que também participou da homenagem com cantos e trajes típicos.
O envolvimento do bispo com a cultura gaúcha também foi relembrado através da apresentação de dança de um grupo de invernada. O Movimento Familiar Cristão, representantes das Pastorais e das capelas da região também prestaram depoimentos, que levaram o homenageado às lagrimas.
A homenagem contou, também, com a presença de Francisco Felício, irmão de Dom Gílio, que representou a família do bispo emérito.

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