ANO: 24 | Nº: 6039

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
07/09/2018 José Artur Maruri (Opinião)

O Espiritismo combate o materialismo

O capítulo da obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo", intitulado "Eu não vim destruir a lei", traz importantes reflexões para todos os indivíduos, independentemente de vinculação religiosa.
Entre outras problemáticas, uma delas, podemos citar a aliança da ciência com a religião.
O jornalista Peter Harrison ao escrever para o diário "A Folha de São Paulo", ainda no ano passado, informou que os dados mais recentes utilizados para o recenseamento realizado na Austrália, por exemplo, indicaram que 30% da população se identificaram como não tendo religião.
Ainda, pesquisas internacionais confirmam níveis comparativamente baixos de engajamento religioso na Europa Ocidental e na Australásia. Mesmo nos Estados Unidos a porcentagem de ateus chegou aos 3%.
Segundo o jornalista, o que se vê, atualmente, é que a secularização, ou seja, a transformação das coisas do domínio religioso para o regime leigo, quando acontece, não é causada pela ciência. Um exemplo é o próprio EUA que mesmo sendo uma nação muito avançada tecnologicamente, ainda é uma das mais religiosas do mundo.
E isso acaba sendo lógico à medida que acompanhamos a lição de Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo:
"A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material, e a outra as leis do mundo moral. Mas aquelas e estas leis, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se umas forem à negação das outras, umas estarão necessariamente erradas e as outras certas, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra. A incompatibilidade, que se acredita existir entre essas duas ordens de ideias, provém de uma falha de observação, e do excesso de exclusivismo de uma e de outra parte. Disso resulta um conflito, que originou a incredulidade e a intolerância".
O sociólogo britânico David Martin, em "The Future of Christianity" (O futuro do cristianismo, 2011), no mesmo sentido de Kardec, relata não haver relação consistente entre o grau de avanço científico e um perfil reduzido de influências e práticas religiosas.
No entanto, é importante ressaltar que Allan Kardec escreve "O Evangelho Segundo o Espiritismo" no ano de 1864, enquanto o sociólogo manifesta-se apenas no século XXI. E mesmo por isso, o Espiritismo em nenhum momento entra em conflito com a ciência, porque um não exclui o outro, pelo contrário, a ciência, quando avança, traz embasamento ao Espiritismo, porque o último segue as leis que regem o mundo espiritual e suas relações como mundo corporal.
"A Ciência e a Religião não puderam entender-se até agora, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Era necessária alguma coisa para preencher o espaço que as separava, um traço de união que as ligasse. Esse traço está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regulam o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, uma nova luz se fez: a fé se dirigiu à razão, esta nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido".
Enfim, torna-se por obrigatória a divulgação do Espiritismo, porque além de praticarmos a caridade, segundo Emanuel, este é um dos remédios mais eficazes que foram enviados para Terra no objetivo de vencer uma doença chamada materialismo.
(Referências: Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. 1, item 8. FEB Editora. Portal "A Folha de São Paulo". https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1917894-a-religiao-nao-vai-desaparecer-e-a-ciencia-nao-vai-acabar-com-ela.shtml)
José Artur M. Maruri dos Santos
Trabalhador da União Espírita Bageense
Comente: josearturmaruri@hotmail.com

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