ANO: 25 | Nº: 6358
11/09/2018 Fogo cruzado

Vereadores repudiam ataque contra presidenciável

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Sonia classificou agressão como ataque à democracia
Sonia classificou agressão como ataque à democracia
“A democracia é que foi esfaqueada”. Assim a vereadora Sonia Leite, do Progressistas, definiu a agressão sofrida pelo candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, do PSL, durante uma agenda de campanha, em Juiz de Fora, Minas Gerais, na tarde do dia 6. A posição da parlamentar reforçou o discurso de outros vereadores, que repudiaram o ato de violência contra o deputado federal.
Bolsonaro foi atingido por uma facada na região abdominal, desferida por Adélio Bispo de Oliveira. O candidato foi operado para estancar uma hemorragia, teve o intestino delgado costurado e parte do intestino grosso retirada. Ele também foi submetido a uma colostomia. O autor do ataque foi preso no mesmo dia.
A exemplo da mobilização provocada pelo assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, em março, parlamentares de diferentes partidos lamentaram o clima de tensão alimentado pela polarização política. Durante discursos na tribuna, lideranças da Rede Sustentabilidade, do PSB, do PTB e do Progressistas lembraram divergências ideológicas com Bolsonaro, observando, porém, que as diferenças devem permanecer no plano dos debates. “Não podemos tolerar qualquer tipo de agressão”, destacou o líder do Progressistas, vereador Antenor Teixeira.
Com uma bandeira do Brasil em punhos, e após parabenizar a administração municipal pela caminhada cívica, realizada no dia 7 de setembro, Sonia traduziu o caráter simbólico do ataque ao presidenciável. “Se alguém pensou em esfaquear um candidato à presidente da República, e poderia ser contra qualquer um deles, acabou apunhalando a nossa democracia. É coisa de gente que não quer mudar. E existem, sim, interesses atrás disso”, avaliou.

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