ANO: 26 | Nº: 6554
12/09/2018 Editorial

Sem identificação: 1,1 mil

Um dos atentados mais marcantes da história da humanidade, recente ou antiga, completou, ontem, 17 anos exatos. O 11 de setembro, como ficou conhecido o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, ocorrido em 2001, matou milhares. Como de praxe, a cada ano, uma espécie de comoção motiva a recontagem do fato. E, desta vez, um item chamou a atenção: quase duas décadas depois, cerca de 1,1 mil vítimas ainda aguardam identificação.
Não se trata, é bom frisar, de desinteresse por parte das autoridades responsáveis por tal serviço. Aliás, conforme difundido, um laboratório de Manhattan mesmo, sede da tragédia, atua diariamente em tal tarefa. A demora, porém, se justifica pela complexidade de tal missão.
Cada osso constatado passa por exames minuciosos. Porém, a dificuldade de tal procedimento, aliado às condições as quais foram expostos os restos mortais ampliam o desafio dos especialistas. Fora isto, soma-se a quantidade quase infindável de testes. A informação é que nada menos que 22 mil fragmentos já passaram por tais diagnósticos e, mesmo assim, outros mil seguem sem laudo definitivo. Uma missão, diga-se de passagem, que contribui para que o fato jamais caia no esquecimento. Nem pode, claro. Mas torna o trabalho ainda mais árduo.
Tragédias como o 11 de setembro, na prática, apesar de lamentáveis, têm e terão uma missão para com a humanidade. Reiterar a necessidade de que disciplinas como História, nem tão valorizadas por uma parcela da população, tenham sua importância ressaltada. Isso porque recordar fatos não apenas aponta conquistas ou tristezas, mas apontam caminhos a serem trilhados. No caso em específico do atentado ao povo norte-americano, de que violência jamais trará vitória alguma, para ninguém, mas apenas perdas.

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