ANO: 25 | Nº: 6335

Observatório da Mídia

13/09/2018 Observatório da Mídia (Opinião)

O Jornalismo na Era Digital

Foto: Marcelo Rodriguez Barboza/ Especial JM

Por Gabriel de Bem
Estudante do 6º Semestre de Jornalismo da Urcamp

A primeira Revolução Industrial surgiu no século XVIII, na Inglaterra. As máquinas foram inventadas, com o propósito de poupar o tempo do trabalho humano. Na segunda metade do século XIX, acontecia a segunda Revolução Industrial, com uma série de desenvolvimentos na indústria química, elétrica e de aço. Esse período introduziu o maquinário movido a vapor. Depois da Segunda Guerra Mundial, acontecia a terceira Revolução Industrial, com uma grande evolução no campo tecnológico, marcado pela produção de computadores, softwares, microeletrônica e chips, informática em geral. Diversos autores acreditam que estamos vivendo a quarta Revolução Industrial.
Por consequência disso, hoje vivemos na era da cultura digital e, com a propagação da internet, os outros veículos de comunicação de massa, como jornais, rádios e TV, sentiram a necessidade de se adaptar à nova plataforma. A internet permitiu uma comunicação de mão dupla, algo que não existia antes na TV e em outros meios de comunicação de massa. Desse modo, os veículos apostam na interação com o público, através das redes sociais. De acordo com a pesquisa realizada no final de 2016, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 116 milhões de pessoas utilizam a internet, o equivalente a 64,7% da população, o que torna a informação algo muito mais acessível.
Com a tecnologia em ascensão, o jornalista precisou passar por transformações na forma de se comunicar, como conceitos e técnicas de web. Hoje o mercado de trabalho exige que o profissional do Jornalismo seja completo, ou seja, o "faz tudo". Não existe mais o jornalista que apenas saiba escrever bem, hoje este profissional precisa saber tirar boas fotos, saber editá-las, precisa ter um conhecimento de design gráfico para diagramar, deve saber manusear um editor de vídeos, além de dominar o jornalismo online e as redes sociais, que cada vez mais vêm tomando o lugar dos meios de informação tradicionais. O jornalista tem que saber mexer nas principais plataformas (Facebook, Twitter, Snapchat, Instagram, etc.) e conhecer aplicativos que turbinam ou monitoram o alcance da informação (publicadores, medidores de audiência, estatísticas, etc.).
Antes o webjornalismo, que era apenas um complemento para as empresas de comunicação, hoje é o meio principal para a divulgação de seus conteúdos. Alguns dizem que o webjornalismo é a nova televisão, pois, hoje em dia, as pessoas passam muito mais tempo conectadas do que sentadas na frente da TV. Porém, o cyberjornalismo não trabalha apenas com textos, mas sim com conteúdo multimídia, com fotos, vídeos e infográficos. Isso traz mais leveza e entretenimento para as matérias na web. Além disso, acontece, também, a interatividade com o público, e para isso o jornalista precisa estar preparado para responder questionamentos e saber lidar com os elogios e as críticas que poderá receber.
Um telefone celular. Isso é tudo que o profissional precisa para ser um jornalista móvel, conhecido em inglês como "Mojo" (de "mobile journalism"). Antes o jornalista saía para a rua com um gravador de áudio pendurado no ombro, uma câmera na mão e um bloquinho para anotações, hoje tem tudo isso em um aparelho só, o celular. Além de todos esses recursos, o jornalista consegue fazer uma transmissão ao vivo de qualquer lugar que ele esteja. Vários jornalistas internacionais já relataram que o "Mojo" os aproxima da realidade, pois apenas com o celular em mãos, o jornalista se torna discreto, e, assim, obtém os resultados mais naturais. Segurança, mobilidade e facilidade são vantagens que foram observadas por muitos jornalistas móveis, permitindo-lhes produzir um melhor jornalismo, mais reativo e pessoal.

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