ANO: 25 | Nº: 6284

Divaldo Lara

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Prefeito de Bagé
17/09/2018 Divaldo Lara (Opinião)

Bagé andando no rumo certo, em cima do asfalto

Com 20 meses de governo, já somos o governo que mais asfaltou nossa cidade comparado com os 16 anos do governo anterior. São cerca de 12 quilômetros contabilizando o que já foi feito e o que está em andamento. É matemático, só calcular.
Nesta semana, demos início a mais dois empreendimentos para melhorar a qualidade de tráfego e de vida dos moradores. Um deles é o início do asfaltamento no bairro Dois Irmãos, que totalizará 21 quadras, com previsão contratual de término de até 12 meses. Entretanto, a empresa garante que nos entrega em bem menos tempo que isso. O segundo, já em andamento, é a avenida Padre Abílio Sponchiado, que também sofria com os buracos e oferecia riscos de acidentes. E o trabalho não para nem no semana.
Os bajeenses ainda continuam com aquele receio antigo de que, ao iniciar um novo empreendimento, outro pare. Explico que, são frentes de trabalho distintas para obras diferentes. Enquanto em alguns lugares nossa equipe da Seinfra produz o material e realiza o trabalho com sua equipe, em outros são empresas contratadas para realizar o serviço.
Aliás, falando na Seinfra, nossa Usina de Asfalto que antes produzia cerca de 15 toneladas de material, agora está produzindo mais de 200. Temos a total certeza que asfaltar é a solução ideal para nossa cidade e por isso estamos nos empenhando tanto neste sentido. Ainda não foi possível chegar a muitos lugares, sabemos disso, mas não falta esforço, empenho e trabalho para que cheguemos a este ideal.
Mas voltando aos 12 quilômetros que falei no início, hoje existe asfalto na avenida Attila Taborda, lugar onde os moradores da zona Norte, durante 40 anos enfrentaram buracos, poeira e barro. Também está asfaltado o Anel Rodoviário, aquele projeto que por anos se discutia apenas no papel e que hoje beneficia o trajeto que passa pela Vila Gaúcha, Floresta, Stand e arredores. Foram quase 30 anos de espera. Concluímos também.
As ruas centrais Doutor Penna, Monsenhor Costábile Hipólito, Monteiro Alves, o acesso à Unipampa, na zona Leste, a PM Éverton e Quero Quero. Para a entrega de residenciais, o governo federal exige que o acesso seja asfaltado. Neste caso, e para que pudéssemos entregar o Residencial São Sebastião no ano passado, asfaltamos o trecho da rua Darcy Rodrigues Bello e hoje, 300 pessoas estão morando em seus apartamentos, que aliás, daqui há alguns dias, comemora-se um ano.
Falando em residenciais, estamos construindo 1164 novas moradias para entregar aos bageenses e já nos adiantamos no quesito asfalto. O acesso às 564 casas, no Morgado Rosa, na rua Breno Machado já está asfaltado. As outras 600 moradias, que serão apartamentos, estão localizadas na avenida Espanha, que já conta com a pavimentação.
Faltou citar uma obra importante, uma das primeiras que realizamos, a avenida Itália, no trecho lateral ao Hospital Militar. O trecho, que também foi muito aguardado pelos moradores já completou um ano de entrega e agora partiremos para duas novas fases. À esquerda, a rua Fernando Ferrari, que oferece continuação ao norte da avenida Itália, está no projeto do bairro Dois Irmãos e será asfaltada. E a continuação ao Sul, naquele trecho entre a avenida Angélica Jardim até a entrada do bairro Passo das Pedras, também já está nos nossos planos. Só não iniciamos aquele trecho de asfaltamento devido à fata de recursos para realizá-lo em sua totalidade.
Aliás, falando em falta de recursos, nossa cidade só não está mais asfaltada hoje, devido às dívidas deixadas pela má gestão dos governos anteriores, o que inclui, entre outras, o pagamento de 56 milhões em precatórios – aliás, somos a segunda cidade em situação mais grave no Estado neste sentido –, além de um empréstimo de 6,6 milhões feito em dólar e sem o seguro cambial para cobrir a variação do valor da moeda. Se quando contraído, o dólar valia R$ 1,70, hoje vale R$ 4,19. E quem paga esse prejuízo de um contrato mal feito são os bajeenses, que sofrem com ruas esburacadas.
Nem é preciso ser gestor para ver que é um mau negócio. Mas, entre todas estas questões, o mais gratificante é ver a alegria e a confiança sendo devolvida aos bajeenses e recuperar, mesmo com dificuldade, o status de rainha para nossa cidade.

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