ANO: 24 | Nº: 6057
18/09/2018 Campo e Negócios

Renovação de convênio busca alavancar exportações de vinhos e sucos brasileiros

Foto: Letícia Fensterseifer/EspecialJM

Entre 2012 e 2017, comercialização saltou de pouco mais de US$ 4,5 milhões para mais de US$ 12 milhões
Entre 2012 e 2017, comercialização saltou de pouco mais de US$ 4,5 milhões para mais de US$ 12 milhões
O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) renovaram o convênio dos projetos setoriais Wines of Brasil e 100% Grape Juice of Brazil. A parceria, que ocorre desde 2004, destinará R$ 6,6 milhões para a promoção dos vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros no mercado internacional até 2020.

Neste novo plano de trabalho estão previstos investimentos maiores nas ações de degustação, eventos com foco no consumidor final, matchmaking (aproximação entre empresas e compradores), fortalecimento da marca coletiva Brasil junto a restaurantes internacionais, pesquisa de mercado sobre o suco de uva, suporte aos importadores e distribuidores e ações individualizadas com as vinícolas. As medidas buscam aumentar distribuição, penetração, sensibilização e, consequentemente, o volume de vendas nos mercados-alvo, além de desenvolver e consolidar a categoria brasileira no mundo.

"Apenas entre 2012 e 2017, as exportações apoiadas saltaram de pouco mais de US$ 4,5 milhões para mais de US$ 12 milhões, o que ajuda a ilustrar o potencial dos projetos e do setor", avalia Igor Brandão, gerente de Agronegócio da Apex-Brasil. "Além de vinhos, ao longo desses anos fortaleceu-se, também, a exportação de sucos de uva e espumantes, que vêm crescentemente conquistando prêmios internacionais e são uma das prioridades de atuação para o biênio 2018/2020", acrescenta.

Na renovação foram mantidos os três mercados-alvos: China, Estados Unidos e Reino Unido, sendo que no país americano as ações serão direcionadas a Nova Iorque. A América Latina vem ganhando destaque no valor exportado nos últimos anos – sendo que em 2017 absorveu 41,3% do global negociado –, e, por isso, destinos em potencial como Colômbia e Paraguai foram incluídos entre os países secundários. A decisão foi baseada em estudos realizados pela equipe de Inteligência da Apex-Brasil ao longo dos anos, no reposicionamento setorial brasileiro realizado em 2017 e em experiências obtidas em ações e estratégias de sucesso nos países em questão.

Além das iniciativas no Exterior, como a participação em feiras setoriais e o contato direto com agentes do trade e formadores de opinião, os projetos Wines of Brasil e 100% Grape Juice of Brazil atuam na formação e capacitação para a internacionalização das vinícolas, orientando os produtores no caminho que leva à exportação.

"O convênio possibilita agregar conhecimento às empresas, propiciar oportunidades e, no caso das vinícolas associadas que ainda não atuam no mercado internacional, também desenvolver a cultura exportadora. Nesta renovação, buscamos uma maior assertividade, trabalhando mercados-alvos e secundários", explica Diego Bertolini, gerente de Promoção do Ibravin.

"Neste ciclo temos como grande desafio qualificar mais empresas para exportar. Precisamos e vamos difundir entre elas o benefício que a atividade exportadora apresenta. Quando nos capacitamos para atuar com qualidade no mercado internacional, melhoramos nossa competitividade também no mercado doméstico", instiga o presidente do Ibravin, Oscar Ló.

No biênio anterior (2016/2018), as 42 vinícolas brasileiras associadas às iniciativas atingiram 95% da participação total das exportações do setor, mostrando a importância do suporte dado na realização de ações e eventos internacionais.

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...