ANO: 25 | Nº: 6208
24/09/2018 Fogo cruzado

Cairoli define Regime de Recuperação Fiscal como único caminho para equilíbrio do Estado

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Governador em exercício esteve em Bagé na sexta-feira
Governador em exercício esteve em Bagé na sexta-feira

O candidato a vice-governador pela Coligação Rio Grande no Rumo Certo (MDB, PSD, PSB, PR, PSC, Patriota, PRP, PMN e PTC), José Paulo Cairoli, do PSD, defendeu a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, em encontro com apoiadores, em Bagé, na noite de sexta-feira, 21. “É o único caminho possível para efetivamente reconduzir o Estado ao equilíbrio financeiro”, define.
Cairoli cumpriu agenda inicialmente organizada para o candidato à reeleição, José Ivo Sartori, do MDB. O governador foi diagnosticado com um quadro respiratório viral agudo, e, por recomendação médica, não viajou à Rainha da Fronteira. Antes de um jantar com apoiadores, Cairoli concedeu entrevista ao Jornal MINUANO, destacando a perspetiva de formalização de um acordo prévio com a União. “Entre o pré-acordo e o acordo definitivo, teremos um prazo longo para fazer o que estamos assumindo como compromisso. Estamos muito conscientes do que precisa ser feito e já temos uma pauta de ações”, detalha.
O acordo prevê a suspensão do pagamento da dívida com a União ao longo dos próximos três anos, prorrogáveis por mais três. A carência de 36 meses do serviço da dívida, de acordo com o governo do Estado, 'significa um fôlego nas finanças estaduais de R$ 11,3 bilhões no período'.


Privatizações
Cairoli adianta que as privatizações da CEEE, CRM e Sulgás serão ações prioritárias em um eventual segundo mandato. “Temos muita clareza de que não tem mais sentido o Estado ser proprietário destas empresas. O Estado tem que se voltar para saúde, educação e segurança”, reforça, ao criticar a postura de 'partidos que compunham a base até abril deste ano, mas votaram contra o plebiscito', e de partidos que 'têm uma visão de curto prazo, e não de Estado, tirando da sociedade a opção de decidir sobre o futuro'.
O governador em exercício recordou que a proposta para a realização do plebiscito consultando os eleitores sobre as privatizações foi inviabilizada por votação da Assembleia Legislativa. “Por isso é muito importante elegermos uma bancada afinada com a nossa proposta. Precisaremos do entendimento do parlamento para viabilizar a medida que representa uma contrapartida para a adesão definitiva ao Regime de Recuperação Fiscal”, reconhece Cairoli.

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