ANO: 25 | Nº: 6258

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
24/09/2018 Caderno Minuano Saúde

Leite: um alimento saudável

Foto: Divulgação

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O leite é uma substância branco amarelada, de sabor levemente adocicado e odor agradável, oriundo de vacas saudáveis e pelas suas características nutricionais é considerado um dos alimentos mais ricos e completos que existe.

Segundo o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal – Riispoa, a denominação “leite” somente se refere ao de vaca, os outros deverão vir acrescentado da espécie, leite de ovelha, cabra, humano.

O consumo do leite data de 5.000 anos a.C. através dos nômades que o utilizavam para saciar a sede em suas caçadas. Nesta data também foi descoberta a manteiga que era carregada em cantis no lombo de cavalos e com o balanço havia a separação da gordura da parte líquida.

Também desta época é o queijo, que quando o leite era carregado em cantis feito de estomago de presas e que continha enzimas, o mesmo fermentava e provocava uma coalhada. O leite em pó foi descoberto por mongóis que deixavam o leite evaporar no sol, para posterior reidratação.

Nesta edição, a médica veterinária e professora do curso de Medicina Veterinária da Urcamp, Ana Luiza Cabral Risch.

Alimento essencial e completo

O leite é um alimento essencial aos recém-nascidos, que o utilizam na forma de colostro, onde seus nutrientes são alterados para garantir a imunidade que ainda não está desenvolvida, explica a médica veterinária. “Nesta forma, o leite não deve ser consumido pelos humanos, pelas suas características organolépticas alteradas e causar problemas com sua digestibilidade. Atualmente, existem controvérsias ao consumo do leite pelos relatos constantes de intolerância à lactose e alergia à proteína”, completa.

Ana Luiza conta que a lactose é um açúcar em baixa concentração, responsável pelo sabor levemente adocicado do leite. “É uma substância que é fermentada pelas bactérias lácteas, formando ácido láctico e acidificando o meio, assim eliminado as bactérias patogênicas, que são as que podem causar danos. A intolerância à lactose é devido a não produção de uma enzima denominada lactase, que é responsável por hidrolisar a lactose no intestino. Existe uma bactéria benéfica que estimula a formação de lactase que é o Lactobacillus acidophillus, presente em vários produtos lácteos, que auxilia a reduzir os efeitos indesejáveis da intolerância”, explicou a profissional.

As proteínas lácteas, tanto a caseína como as proteínas do soro são fontes proteicas de alta qualidade, rica em aminoácidos essenciais, principalmente a leucina que estimula a síntese de proteínas musculares, inibe a degradação dessas proteínas após exercícios de esforço e poupa massa muscular durante a perda de peso, informa a professora. “Existem vários estudos em relação aos benefícios das proteínas do leite, ressaltando uma melhora na qualidade muscular dos indivíduos, tanto naqueles que praticam exercícios físicos, quanto aos que não são adeptos aos mesmos”, acrescentou a especialista.

Ana Luiza também relata que outros estudos relacionam a perda de peso às dietas com alto teor de proteínas de qualidade, incluindo as do leite e pobres em carboidratos, com a redução da massa magra, melhora no controle glicêmico e aumento da saciedade, diminuindo a ingestão de alimentos, e termogênese, isto quer dizer, perda de gordura corpórea. “As proteínas lácteas são consumidas regularmente em academias, o famoso “whey”, pelos adeptos à musculação, com o intuito de aumentar a massa muscular, muitas vezes sem nem saber porque estão tomando a famosa “modinha”. O certo é que realmente as proteínas do leite, influem na síntese e crescimento das proteínas dos músculos e ajudam a controlar a pressão arterial”, complementa a veterinária.

Outra proteína do leite, a lactoferrina é, atualmente, utilizada como novo fator de crescimento ósseo, com uso na terapêutica para pacientes com osteoporose, destaca Ana Luiza.

Estudos apontam que estimula o crescimento de várias células de defesa do organismo, inibindo também o aparecimento de câncer no intestino. Já a alergia às proteínas do leite ainda não é bem esclarecida, geralmente acontecendo em crianças recém-nascidas, tendo alguns fatores que podem desencadeá-la, como imaturidade intestinal, causando inflamação; excesso na higiene sem ter contato com agentes infecciosos, que altera a imunidade, ficando a criança mais suscetível às alergias e também a predisposição genética.

O importante nesses casos é o diagnóstico preciso, porque se não for tratado pode levar à morte por anafilaxia e asfixia. “Sobre todo anteriormente exposto, o consumo de leite e demais produtos lácteos tem muito mais benefícios do que malefícios, então, consuma leite!”, finalizou a profissional.

 

 

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