ANO: 26 | Nº: 6544
29/09/2018 Editorial

Esforço compensado


Uma luta que perdura há décadas, mas que ganhou foco a bem menos tempo, é verdade, enfim se encaminha para uma solução definitiva. Trata-se do abastecimento de água para a comunidade brasileira da Serrilhada. Responsável por se configurar como a divisa mais direta da Rainha da Fronteira com o Uruguai, aquele trecho de Bagé, e seus habitantes, enfrenta, até hoje, um cenário que pode ser caracterizado como inconcebível: a falta de fornecimento de hídrico.
Sim, não ter, no seu dia a dia, o benefício de água potável ao alcance de um abrir de torneira contrasta com a realidade da maioria das habitações do País. É quase um cenário de filme, daquele mais antigos, retratando o Nordeste brasileiro. Mas não, é uma situação daqui, do Sul.
Contudo, agora, como retrata reportagem publicada nesta edição, deu-se um dos principais atos para garantir que esta triste realidade mude. O Uruguai, por meio de uma Lei, autorizou que a água já presente nos lares da Cerrillada, do seu lado da linha de fronteira, seja disponibilizada para os brasileiro. Em suma, foi a definição legal que permite uma intenção que já existia por parte de todos os envolvidos na busca de uma solução para tal demanda.
Aliás, o jornal MINUANO orgulha-se de, a seu modo, ter contribuído para para estimular de houvesse uma mudança de cenário. Ainda em 2014, por meio de reportagem especial assinada pela então repórter Fernanda Couto, este periódico retratou, em detalhes, as dificuldades enfrentadas pelas famílias que lá viviam. A repercussão foi tamanha que um dos jornais mais importantes do Uruguai, o El País, utilizou tal matéria para abordar o assunto e, de sua forma, expor ao governo do seu país para que auxiliasse de forma efetiva.
Enfim, o mérito, por óbvio, é dos agentes públicos envolvidos nas tratativas que foram abraçadas ao longo dos últimos quatro anos. A definição da legislação nasceu, agora é preciso celeridade para viabilizar obras, que necessitarão de investimentos. Mas a água está lá, pronta para saciar a sede e levar conforto a quem, até hoje, vive uma realidade bem diferente.

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