ANO: 25 | Nº: 6335

José Artur Maruri

josearturmaruri@hotmail.com
Colaborador da União Espírita Bajeense bagespirita.blogspot.com.br
29/09/2018 José Artur Maruri (Opinião)

Façanhas e fragilidades

Pela ocasião da passagem do último dia 20 de setembro, oportunidade em que recordamos a proclamação da República Rio-Grandense, bradada após a tomada de Porto Alegre pelo exército rebelde, numa das batalhas mais sangrentas da chamada Revolução Farroupilha, fomos chamados à reflexão pelo Presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Gabriel Salum, o que se revela oportuno.
No dizer de Salum, “o dia é de reflexão, mais ainda do que de festa. A tradição do povo gaúcho nos honra a todos, com sua coragem, pioneirismo, assertividade, intrepidez. No entanto, precisamos refletir sore nossas façanhas e fragilidades”.
Ele prossegue: “Temos os índices de litígios judiciais mais altos do país; lideramos estatísticas de suicídio; possuímos altíssimo consumo de álcool; maconha e outras drogas; nosso dia de celebração alude à guerra, à revolução”.
Segundo o presidente da Fergs “precisamos direcionar toda a nossa força, competência e coragem cada vez com mais brandura e amor, celebrar mais a união do que a divisão, edificar mais a paz do que a guerra”.
Para ele estamos sendo mais desafiados do que nunca, em inspiração de Sepé e outras almas heroicas a entregarmos o nosso melhor, as nossas virtudes, na semeadura do amor e do entendimento, do perdão e da união fraternal entre todos os irmãos que somos.
Exemplo disso foi a reunião ocorrida na última quarta-feira em que o Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) e o Conselho Municipal dos Direitos do Povo Negro de Porto Alegre se reuniram para tratar sobre a polêmica representação de uma senzala no Piquete Aporreados 38, no Acampamento Farroupilha.
Uma das decisões tomadas, na reunião, foi a reconfiguração da exposição, reaberta durante a semana, realizada no piquete, desta vez com a participação ativa dos negros. A reunião resultou com a reaproximação dos dois movimentos, o negro e o tradicionalista, para uma construção de uma pauta conjunta e positiva de trabalho.
Para Maria Elizabeth Barbieri, vice-presidente de Unificação da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, a reaproximação dos movimentos foi “uma lição de humildade e pacificação que já se anuncia em muitos corações”.
O Espírito Oscar Pithan, em alusão a uma de suas reencarnações como um padre que esteve em contato com Sepé Tiaraju, assim se referiu sobre o guerreiro da paz, na psicografia de Maria Elizabeth Barbieri reproduzida na obra “Sepé – O guerreiro da paz”:
“Compreendi o quanto Sepé fora desafiado a superar-se, a diminuir-se para que o Cristo crescesse em seu coração valente, como penhor de exemplo às almas pelas quais lhe cabia velar na presente existência. Pacificando-se, ele educava as almas para a paz, para um mundo melhor”.
Enfim, fiquemos com as lições acima no intuito de refletirmos qual o nosso papel nos dias de regeneração do Planeta Azul, a partir da nossa não casual reencarnação em solo gaúcho.
“Seja a humildade a nossa têmpera e a caridade a nossa bandeira!” – Gabriel Nogueira Salum

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