ANO: 24 | Nº: 6083
02/10/2018 Editorial

O destino de todos nós

Não se trata apenas de uma escolha. Uma decisão de momento. Fosse assim, seria algo fácil, até demais. O próprio tempo destinado a tal ação é pífio, tão pequeno que praticamente representa um ou, no máximo, dois respiros. Mas como aquele momento é importante. E não apenas para o cidadão, que estará lá praticando o ato máximo de nossa democracia, conquistada a duras penas, mas para todos nós.
Daqui a poucos dias, o País se colocará diante de mais um processo eleitoral. Talvez, quem sabe, de um dos mais importantes de sua história. E, muito provavelmente, decisivo para o futuro brasileiro. E não faltam motivos para tal alegação. Vivemos diante de um dos mais turbulentos períodos da atualidade, marcado por divergências que vão muito além da ordem e progresso estampados em nossa bandeira. Estamos cara a cara com disputas de opinião – ou intenção de voto, como queiram - que adentraram questões humanas.
E por que isto ganharia tons para serem exaltados? Simples, pois não deveriam, quem sabe, estar no debate. Ou sim? Num País onde a economia oscila com tamanha frequência, onde as desigualdades de condições são tão aparentes, onde a educação e a saúde ofertadas à população necessitam de uma infinidade de melhorias, a exemplo a segurança, não deveriam, estes, serem os tópicos? Até são, em parcela dos debates oficiais entre os candidatos. Mas pouco se percebe, sobre isso, nas discussões das ruas e, claro, das redes sociais. Não da ênfase que poderia.
O atual cenário está, basicamente, baseado em questionamentos sobre a índole dos postulantes, em especial dos presidenciáveis. Está mais para um vale-tudo. Uma pena, é evidente! Até porque não se poderá encontrar caminhos positivos senão através de diálogos embasados, não em links aleatórios, mas em dados oficiais. Quem sabe, hoje, analisar planos de governo, apresentados junto ao Tribunal Superior Eleitoral, não seria uma alternativa mais eficaz para acabar com determinadas rusgas?
É preciso, acima de tudo, integrar o processo eleitoral. E entender que, na democracia, a opinião de todos deve ser respeitada, independente de qual for. Diferente de muitas disputas, neste caso, o ataque não é a melhor defesa. Muito pelo contrário, pode se tornar algo danoso para todos. E lembre-se, muito além do simples e valioso voto, é preciso estabelecer motivos ao se escolher o seu candidato. Isso norteará o futuro de todos nós.

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