ANO: 25 | Nº: 6381
04/10/2018 Cidade

Fábrica de Gaiteiros conta com cerca de 80 alunos e tem fila de espera

Foto: Tiago Rolim de Moura

Gaita ponte é usada para músicas folclóricas
Gaita ponte é usada para músicas folclóricas

O projeto Fábrica de Gaiteiros, desenvolvido numa parceria entre a prefeitura e o Instituto Renato Borghetti, já formou 222 alunos em pouco mais de quatro anos de existência em Bagé. A iniciativa atende crianças e adolescentes, de 7 a 15 anos. Além de ter o objetivo de manter os participantes em contato com a musicalização, auxilia na melhoria do rendimento escolar.

A demanda de apresentações dos alunos é significativa e, durante as festividades da Semana Farroupilha, os alunos do projeto realizaram 38 apresentações, em oito dias. Conforme o coordenador do projeto, Augusto Maradona, o relatório de atividades será entregue à secretária de Cultura e Turismo, Anacarla Flores, e ao Instituto Renato Borghetti.

O coordenador ressalta que para conseguir realizar todas as apresentações dividiu o grupo, intercalando alunos novos e outros que já frequentam há mais tempo. Ele informa que já conta com jovens bem preparados, que mesmo terminando o tempo de permanência, que é no mínimo três anos, continuam auxiliando.

Maradona tem 38 anos de idade e é músico profissional desde os 11 anos. Herdou o amor pela gaita ponto de familiares. Ele comenta que desenvolveu um método de ensino em grupo e, devido a esta prática, Bagé conta com uma das maiores turmas do Estado. "A gaita ponto é um instrumento utilizado para músicas folclóricas e, como a concertina e o bandoneon crioulo, não havia muitos adeptos. O projeto consegue revitalizar esse instrumento", ressalta.

O instrutor comenta que o primeiro aluno da Fábrica de Gaiteiros, Guilherme Moraes, hoje está com 18 anos e já está tocando profissionalmente. O projeto, conforme Maradona, é uma extensão da escola e da família e, com isso, tem o dever social de formar cidadãos. "É um trabalho gratificante e ao mesmo tempo estressante. Não posso cobrar o silêncio, como em uma sala de aula, somente atenção. Para isso, conto com o apoio dos pais", explica.

Para o coordenador, o projeto serve como exemplo para as demais cidades que desenvolvem o trabalho, oito no Rio grande do Sul e duas em Santa Catarina. "Eles não acreditavam que seria possível dar aula em grupo, e hoje passo algumas dinâmicas para outros instrutores, e isso faz com que mais alunos possam ter aulas", destaca.

Alvim Vinhas Vieira, 10 anos, e João Vitor Fonseca, de 7, participam da turma de iniciantes, que funciona na segunda e quarta-feira, a partir das 10h, no terceiro andar da Biblioteca Pública Municipal. Alvim teve as primeiras aulas há dois anos atrás e João Vitor conseguiu vaga este ano. Ambos afirmaram que gostam muito das aulas. Nas terças e quintas-feiras, as aulas são para alunos que já estão com mais tempo de estudo. O projeto funciona no turno inverso da escola e é necessário que o estudante tenha boas notas para participar.

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