ANO: 24 | Nº: 6110

Observatório da Mídia

04/10/2018 Observatório da Mídia (Opinião)

O celular como ferramenta de trabalho para o jornalista

Foto: Marcelo Rodriguez Barboza/ Especial JM

Por Miqueli Romero
Estudante do 6º semestre de Jornalismo da Urcamp


A primeira ligação de um telefone móvel, mais conhecido como celular, para um telefone fixo, em abril de 1973, marcou para sempre e mudou completamente a história do mundo. Em um tempo não muito distante, a comunicação através de celulares era um pouco limitada, pois as ligações custavam caro para quem não tivesse a mesma operadora.
Em 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 77,1% dos brasileiros possuía algum celular. A população brasileira ultrapassa os 208 milhões e já temos cerca de 116 milhões de conectados, assim, é possível dizer que pelo menos uma pessoa em cada família possui um celular. O que era usado apenas para ligações e troca de mensagens, virou uma das ferramentas mais importantes no cenário atual.
O uso ampliado dos aparelhos móveis impactou nas práticas jornalísticas, assim como na organização da rotina dos profissionais da área. Ir até a redação para publicar uma matéria, hoje já não é mais tão necessário. São aplicativos no celular que permitem que um repórter, onde quer que ele esteja, consiga publicar uma matéria ou então enviar para redação e imediatamente começar a veicular. Uma das mudanças simples e que facilita a vida de um jornalista é o WhatsApp, aplicativo que permite que você esteja conectado em grupos virtuais, trocando informações importantes, como sugestões de pautas, escolha de um entrevistado e, inclusive, alertas de notícia de última hora.
Gravar imagens e áudios com o smartphone e enviar esse material instantaneamente para a redação é um atalho logístico importante, que já faz parte da realidade. Em telejornais, entradas ao vivo são feitas pelo smartphone. Algo que além de ser prático também traz discrição nos locais onde jornalistas são alvos óbvios. Celular também pode significar segurança...
Trata-se de uma ferramenta que encurta os espaços temporais e geográficos, mas não diminui a responsabilidade que o profissional deve ter em fazer um jornalismo de qualidade, com a apuração correta das informações, o respeito às fontes e à audiência, a manutenção do equilíbrio na produção dos conteúdos e o esforço para falar de temas pertinentes para a sociedade, dando voz àqueles que pouco são ouvidos.

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