ANO: 25 | Nº: 6334
06/10/2018 Coisas de Bagé

O Imba e a arte de criar laços através do ensino

Foto: Dhésika Vidikin/Especial

A escola conta, hoje, com 730 alunos, sendo 400 de ballet e 330 de música
A escola conta, hoje, com 730 alunos, sendo 400 de ballet e 330 de música
Por Dhésika Vidikin
Acadêmica de Jornalismo da Urcamp

Assim como na dança, a música também encanta, diverte e ensina. É por meio destas artes que se constrói a história do Instituto Municipal de Belas Artes, o Imba. No espaço, se mantém viva as memórias, trajetórias e experiências de inúmeros alunos, bailarinos e músicos. Com a primeira denominação de “Conservatório de Música”, a escola foi fundada em 10 de abril de 1921, por iniciativa dos professores Guilherme Fontainha e José Corsi, que vieram do Conservatório de Música de Porto Alegre para a fundação de uma escola de música no interior. Na escola, eram oferecidos os cursos de Teoria Musical, Solfejo e Piano. Em 1937, a escola foi elevada à categoria de Instituto Municipal de Belas Artes e, por iniciativa da diretora e professora Rita Jobim Vasconsellos, foram fundadas as escolas de artes. Da sede provisória no Clube Caixeiral, a escola passou para o prédio da Avenida Sete de Setembro, atual Rádio Difusora, e para a esquina da Tupy Silveira e Félix da Cunha, atual Supermercado Nacional. Por fim, instalou-se no Solar da Sociedade Espanhola, na Avenida Sete de Setembro, número 1087. O segundo conservatório mais antigo do Brasil ainda em atividade completou, em 2018, 97 anos. O diretor do Imba, Flávio Dutra, destaca que atualmente a instituição conta com 18 cursos de música, divididos nas categorias de sopro e cordas, além de oferecer também aulas de ballet, dança estilo livre e jazz. Dutra relata que, dentre os cursos da categoria de sopro, há trompete, clarinete, trombone, saxofone e flauta. Já na categoria de cordas, os cursos oferecidos são de violino, violão, contrabaixo, piano, teclado, bateria, entre outros. Além da banda que, neste ano, comemora 60 anos.

Envolvimento

A história do Imba vai muito além de ensinar, pois é através da música e da dança que se criam laços de amizade e união. O atual diretor e professor, Flávio Dutra, já faz parte da escola há 28 anos e destaca o seu orgulho por fazer parte da instituição. “É uma casa que tem uma representatividade artística em termos nacionais. Então, pra mim, que estudei e agora trabalho aqui, representar a instituição é muito satisfatório”, afirma. A relação de afeto e carinho da atual vice-diretora e coordenadora pedagógica, Elisabeth Infantini, não é diferente. “Pra mim é um motivo de muita alegria, porque eu vim para o Imba com 12 anos, onde estudei e nunca mais sai daqui. Atuei como professora do hoje diretor Flávio e atualmente administramos a instituição juntos”, conta. Durante a sua trajetória, passaram pelo Instituto diversos artistas que aos poucos foram descobrindo seus talentos e hoje fazem sucesso pelo mundo. José Artigas é um dos contra tenores mais renomados do mundo. Rafael Vernet é pianista, arranjador e produtor musical, começou os seus estudos no Imba, e Tayná Pires, que é dançarina, professora de zumba fitness e atual integrante do corpo de dançarinos da emissora de televisão Globo.

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