ANO: 25 | Nº: 6459
09/10/2018 Fogo cruzado

Presidente do PT avalia resultados da sigla

Foto: Antônio Rocha

Mainardi teve queda de votos na cidade
Mainardi teve queda de votos na cidade
Por Melissa Louçan

Em uma eleição marcada pela polaridade e ânimos acirrados, resultados opostos chamaram a atenção na Rainha da Fronteira. Em quase todas as votações, o Partido dos Trabalhadores (PT) ocupou a segunda colocação no ranking dos mais votados. A única exceção foi a vaga para o Senado, em que a sigla tomou a frente na cidade.
O presidente do PT em Bagé, Flávius Borba (Dajulia), avaliou de forma positiva o resultado obtido pela legenda na região. “Fomos bem na Hulha Negra, em Candiota, em Pinheiro Machado e Aceguá. Em Bagé, apesar de todas as dificuldades, elegemos nossos deputados”, destaca.
Na votação ocorrida no domingo, o ex-prefeito e atual deputado estadual Luiz Fernando Mainardi foi o segundo candidato a deputado estadual mais votado na cidade. Mas o petista vem perdendo votos desde a primeira vez em que conquistou a cadeira no parlamento gaúcho, principalmente em Bagé, um de seus principais redutos eleitorais.
Enquanto em 2010 registrou 31.488 votantes, na Rainha da Fronteira, no domingo, 12.531 bajeenses depositaram seu voto no petista, uma diferença de 60% entre os dois pleitos. A diferença de votos é menor, mas ainda existe, se comparar o resultado da eleição de 2014, quando Mainardi obteve 16.928 votantes, um número 25% maior que o da eleição de domingo.
O resultado para Mainardi foi mais positivo em dois dos municípios da região, tendo sido o candidato a deputado estadual mais votado. Em Candiota, o petista foi responsável por 13,96% dos votos válidos, com 746 votantes. Em Hulha Negra o percentual foi ainda maior, representando 28,55% dos votos válidos, com 999 votos. Em Aceguá, ficou em segundo lugar, responsável por 13,76% dos votos, com 378 eleitores.
Sobre a queda de votos do deputado, que já ocupou o Executivo bajeense por dois mandatos seguidos, o presidente do partido afirmou que ‘Mainardi sofreu com calúnias, difamações e uma eleição desleal e covarde, com várias acusações anônimas. Nossas ações na justiça só agora estão dando resultado’. “Por todas estas dificuldades, consideramos muito positiva a votação do deputado Mainardi. O resultado concreto é que Mainardi se elegeu com 41.450 votos, um dos mais votados e assim continuaremos com nossa trincheira contra as inverdades e as injustiças”, garante.
Dajulia afirma que a ‘próxima missão é vencer o segundo turno com Haddad e Manuela’. “Porém ficou claro que o PT está bem vivo na cidade e que temos lideranças capazes de fortalecer o enfrentamento com a atual gestão. Temos legado de realizações na cidade e forte organização de base e estaremos prontos a convidar as pessoas a vir com quem faz bem”, destaca.
Enquanto Mainardi perdeu votos em relação à última eleição, Paulo Pimenta garantiu reeleição para a Câmara dos Deputados, firmando-se, novamente, como o candidato mais votado da sigla em Bagé. Em 2014, Pimenta recebeu 5.210 votos na cidade. Neste ano, subiu para 6.209 votos, sendo responsável por 10,35% dos votos válidos. Nos municípios da região também firmou-se com boa votação, sendo responsável por 19,69% dos votos em Hulha Negra, 10,46% em Candiota e 10,17% em Aceguá.
Dajulia explica que o trabalho desempenhado pelo deputado santamariense na região foi o que alçou o número crescente de votos. “Pimenta sempre foi um grande colaborador de Bagé. São milhões de reais em emendas para a cidade e, por isso, também estabeleceu uma relação íntima com a nossa cidade”, destaca.
O desempenho de Miguel Rosseto, candidato ao Piratini, nas urnas bajeenses, também foi comemorado. Mesmo sem ter ido ao segundo turno, o candidato recebeu 13.836 votos na cidade, ficando atrás somente de Eduardo Leite, do PSDB, passando o atual gestor candidato à reeleição, José Ivo Sartori, do MDB. O representante da sigla em Bagé atribuiu a posição de Rosseto no ranking como uma reação dos funcionários públicos à ameaça de privatizações. “A economia do município depende muito dos funcionários públicos, por isso esta votação. O voto no Eduardo Leite foi um voto contra o Sartori. Infelizmente, Leite e Sartori acabaram indo pro segundo turno e, neste aspecto, a população do Estado tem muito a sofrer”, ressalta.

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