ANO: 24 | Nº: 6108
11/10/2018 Cidade

Sindicato anuncia recebimento de valores buscados há 25 anos

A diretoria e o Departamento Jurídico do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Bagé e Região receberam, ontem, representantes da comissão de trabalhadores da extinta Comercial de Alimentos Piratini. O encontro serviu para organizar o cronograma de pagamentos de parte dos créditos a que os trabalhadores têm direito. A batalha jurídica já dura 25 anos.
O sindicato, segundo informado, fez uma penhora de créditos em uma ação que o Estado do Rio Grande do Sul movia contra uma das empresas que pertenciam ao mesmo grupo de sócios da Comercial de Alimentos Piratini. De acordo com um dos procuradores jurídicos do STIA, Luiz Fernando Pimenta Meira, este é um dos formatos que a entidade tem adotado, porque não existem bens em nome da Comercial de Alimentos Piratini. Por esta razão, para conseguir algum recurso financeiro, é necessário percorrer um enorme caminho inverso, através da despersonalização da pessoa jurídica para buscar no patrimônio pessoal ou em cotas dos sócios em outras sociedades, eventuais direitos.
"Não tem sido fácil porque não se viabiliza em qualquer situação patrimônio disponível. A medida que se conseguiu agora, se busca há vários anos, enfrentando, além da defesa dos devedores principais, a resistência, inclusive, dos demais credores, que também não querem abrir mão de seus direitos", explica Meira.
O advogado afirma que o sindicato vai continuar na caminhada que, mesmo considerada bastante difícil, tem resolvido, ainda que parcialmente, o pagamento aos trabalhadores. "Essas pessoas aguardam pelos valores a que tem direito há mais de 20 anos. Para se chegar a esse resultado, por incrível que pareça, já tivemos que enfrentar cerca de 30 ações", pondera Meira.
Cerca de 130 trabalhadores irão receber parte dos valores, em cronograma que deverá ser montado na próxima semana. Primeiramente devem receber os trabalhadores vivos - as sucessões, que dependem de outros procedimentos de documentação, devem ser pagas na sequência.
Em manifestação à comissão de trabalhadores, o presidente do STIA Bagé, Luiz Carlos Cabral, agradeceu à paciência e persistência dos ex-funcionários da empresa e na confiança do trabalho realizado pelo departamento jurídico do Sindicato. "Não desistimos nunca, fizemos diligências e continuaremos na luta para que os trabalhadores recebam o restante do valor a que têm direito", manifestou Cabral.

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