ANO: 25 | Nº: 6209
15/10/2018 Fogo cruzado

Estado pode assinar acordo prévio de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal nesta semana

Foto: Tiago Rolim de Moura

Cairoli adiantou informação ontem, durante agenda em Bagé
Cairoli adiantou informação ontem, durante agenda em Bagé

Tema central do projeto de gestão defendido pelo governador José Ivo Sartori, do MDB, o acordo prévio de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal pode ser assinado entre Estado e União até o final da semana. A informação foi confirmada, ontem, pelo vice-governador, José Paulo Cairoli, do PSD, durante a 106ª Expofeira de Bagé - classificada por ele como estratégica, por representar um setor primordial para a economia gaúcha.
Cairoli representou o Estado na etapa final da segunda rodada de negociações, em setembro, quando ficou acertada a assinatura do acordo prévio. “Juridicamente alinhamos tudo. Está pronto. Precisamos só confirmar a agenda do presidente. O plano vai dar a segurança para que o Estado tenha recursos para as áreas de educação, saúde e segurança”, defendeu, sem detalhar os pontos elencados.
O Regime de Recuperação Fiscal foi criado pelo governo federal para oferecer aos estados com grave desequilíbrio financeiro instrumentos para o ajuste das contas. No caso do Rio Grande do Sul, o Regime possibilita a suspensão por 36 meses (prorrogáveis por mais 36) do pagamento da dívida com a União. O Palácio Piratini argumenta que a medida deve aliviar o caixa do Estado em R$ 11,3 bilhões até 2020. Aderindo, o Estado também fica autorizado a contratar novos financiamentos.


Corrida eleitoral

O plano de recuperação fiscal é umas das principais pautas da disputa eleitoral. Cairoli afirma que ‘não cabe mais renegociação com o governo federal’. A agenda em Bagé também serviu para articular lideranças locais, mirando o pleito do segundo turno. A intenção é ampliar a margem de votação na cidade. O vice-governador adiantou, inclusive, que Sartori deve cumprir agenda no município nos próximos dias.
Cairoli também falou sobre o apoio ao candidato Jair Bolsonaro, do PSL, na disputa pela presidência da República. “Estamos fazendo programas (de televisão, para o horário eleitoral) explicando os motivos do nosso posicionamento. Apoiamos o que ele representa. Mas também estamos buscando nossos apoios, construindo um leque que é necessário não pensando na eleição, mas para governar”, destaca.

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