ANO: 25 | Nº: 6458
19/10/2018 Fogo cruzado

Bajeense compõe grupo que entregou carta de compromissos para Manuela D’Ávila

Foto: Carol Caminha/Especial JM

Sibely (a terceira, em pé, na foto) durante encontro de integrantes do coletivo com candidata
Sibely (a terceira, em pé, na foto) durante encontro de integrantes do coletivo com candidata
A candidata a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Fernando Haddad, do PT, deputada Manuela D’Ávila, do PCdoB, assinou, na quarta-feira, 17, uma carta compromisso entregue por integrantes do coletivo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que mantém um grupo na rede social Facebook. A carta reúne pautas em favor dos direitos femininos e do público infantil. A bajeense Sibely Santos, que participou do encontro, no Rio de Janeiro, destaca que parte das propostas elencadas já integrava o plano de governo de Haddad e Manuela.
Entre as demandas contidas no documento está a ampliação do período de licença maternidade de 120 dias para 180 dias; a criminalização do assédio verbal (sendo considerado qualquer ambiente e circunstância na qual a vítima se encontrar); a totalização de igualdade salarial para ambos os sexos, a ampliação de período de intervalo para amamentação (para mães empregadas lactantes); a implementação do Centro de Atenção ao Autista (CAA) em todo território nacional; além da  implantação de casas-abrigo para mulheres e dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar em todo território nacional.
Sibely é administradora de Grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que ganhou repercussão internacional. “Fui convidada pela criadora do grupo, Ludmilla Teixeira, pelo fato de eu já ser criadora de um grupo de feminismo no Facebook. Foi também pelo fato de eu já ser militante feminista e em favor de causas LGBTs e em prol de crianças com deficit cognitivo, trabalho que faço por motivação de ter um filho com síndrome de Savant e síndrome de Asperger, que é um espectro de autismo leve”, explica.
A bajeense destaca que o grupo ‘começou com posicionamento suprapartidário, mas assumiu apoio público ao candidato Fernando Haddad e sua vice, Manuela D'Ávila, após o fim do primeiro turno da eleição’. Ela observa, ainda, que não se trata de uma causa ‘contra a pessoa do candidato Jair Bolsonaro, mas sim contra o que ele representa, contra suas ideias e seu discurso de ódio contra as minorias’. “É contra o posicionamento em favor da repressão e do fascismo. Somos contra sua conivência com tortura e a liberação do porte de armas”, pontua. “O encontro (formalizado por convite de Manuela) foi de grande significância para o grupo”, define.

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...