ANO: 26 | Nº: 6590
20/10/2018 Editorial

Para desmistificar teorias

O trabalho desenvolvido, nesta sexta-feira, pelas zonas eleitorais com atuação em Bagé e região, para expor a segurança das urnas eletrônicas perante o atual pleito eleitoral, teve um foco que atendeu muito além que simplesmente expor a segurança dos dispositivos e do atual sistema de votação adotado pelo Brasil, mas serviu para combater um dos principais, senão o mais grave da atualidade, males que atingem a sociedade tupiniquim e, porque não, global: as Fake News.
Quem acompanhou o primeiro turno com um pouco mais de atenção percebeu, logo no início do processo de votação, uma vasta gama de publicações, a maioria delas até desrespeitando a Lei Eleitoral, apontando para a possibilidade de fraudes. Houve quem mencionasse que, ao digitar o número de um candidato, surgiu a imagem de outro. Isso, por si só, apenas motiva a atenção e, de fato, merece acompanhamento por parte dos agentes de fiscalização. Mas, por outro, carece de certos argumentos.
Identificar um possível defeito na urna até é possível. Raro, pelo que se percebeu, mas dentro de diagnósticos que envolvam aparelhos eletrônicos. Porém, no geral, e em suma, não há motivos para se questionar o resultado do pleito. Na dúvida, e houve casos assim, os votos foram anulados. Porém, não se pode utilizar tais menções para colocar todo um certame, de proporção nacional, para afirmar que houve fraude.
Em verdade, a proporção tomada nas redes sociais somente seguiu uma espécie de tragédia que insiste em estimular toda e qualquer informação de cunho duvidoso. Ou seja, fontes oficiais e com credibilidade conquistada a duras penas e ao longo de anos viraram questionáveis, por outro, citações em qualquer portal desconhecido passaram a ganhar evidência, como se fossem verdades definitivas. Um ponto lamentável para uma Nação que carece de conhecimento e vê esse ponto crítico de educação ser cada vez mais evidenciado.
Ah, quanto às urnas locais, houve registros de ocorrência, mas nada se comprovou de irregular. Num dos casos, aliás, um eleitor questionou que seu candidato não aparecia. Porém, conforme a apuração, simplesmente porque o número sequer existia para o cargo ao qual o decimal fora escolhido. Enfim, tudo ocorreu dentro do esperado. Dessa vez, como mencionado na capa desta edição, a auditoria serviu para desmistificar, também, Fake News ou mesmo qualquer outra teoria.

 

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