ANO: 25 | Nº: 6382
25/10/2018 Cidade

Hulha Negra lidera pedidos de situação de emergência na região

Foto: Divulgação

Caixas de água elevadas são abastecidas pela prefeitura
Caixas de água elevadas são abastecidas pela prefeitura

Um levantamento, divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), apontou que Hulha Negra foi o município da região que mais encaminhou pedidos de situação de emergência nos últimos 15 anos. O município contabilizou 16 homologações pela União, principalmente com a situação de estiagem. Em 2003, 2010, 2013 e 2015 chegaram a dois pedidos por ano. Os infográficos publicados contam com dados de Estado de Calamidade Pública (ECP) e Situação de Emergência (SE) dos municípios e podem ser acessados no site da CNM. A pesquisa tem o objetivo de auxiliar os gestores municipais com iniciativas de prevenção e enfrentamento.

O levantamento aponta Bagé na segunda posição da região, com 13 decretos de 2003 a 2018. A pior situação foi em 2010, quando o município encaminhou três solicitações. Candiota aparece em terceiro lugar, com 12 pedidos, destacando os anos de 2010 e 2015, com dois cada um. Por último, aparece Aceguá, com sete solicitações, sendo duas em 2010.

Conforme o vice-prefeito e coordenador da Defesa Civil de Hulha Negra, Igor Ballejo do Canto, mesmo liderando os pedidos, o município não conseguiu muita coisa com os decretos. Ele salienta que os principais motivos foram estiagem, vendavais com destelhamentos e excesso de chuva. "No último pedido, recebemos sacolões e R$ 21,9 mil para abastecer os caminhões. Esse valor ainda não conseguimos usar devido à burocracia", comenta.

Para suprir os problemas históricos de falta de água, o município conta com poços artesianos e caixas de água elevadas nos bairros. Além disso, estão sendo instalados hidrômetros nas residências para controlar o consumo no verão. A prefeitura também irá contar com a barragem construída pela Pampa Sul, mas os trâmites para a utilização devem ser concluídos a partir de março. "Acabamos pagando materiais e auxiliando a população com recursos próprios", afirma.

Baixo investimento

A CNM alertou que o principal problema do País em relação aos recorrentes decretos de anormalidades é o baixo investimento financeiro e humano em prevenção. O presidente da Confederação, Glademir Aroldi, ressalta que, nos últimos cinco anos, a entidade contabilizou um prejuízo de R$ 244 bilhões, e, nestes mesmos cinco anos, o investimento para recuperação de desastres foi na ordem de R$ 5 bilhões, dos quais apenas R$ 500 milhões investidos em prevenção.

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