ANO: 25 | Nº: 6209
27/10/2018 Editorial

O fim da disputa

Ela, provavelmente, não contentará a todos. E nem é esse o objetivo. Afinal, o que importa, no Estado Democrático, é a decisão da maioria. A busca, sempre, é por um consenso. E, ao menos, é o que se espera, neste domingo, quando, enfim, será concluído um dos pleitos mais acirrados e, por que não, inovadores dos últimos tempos. Sim, um novo personagem será escolhido para assumir o posto mais importante do País e adentrar ao Palácio do Planalto.
O fim da disputa, porém, deve assinalar uma espécie de sentença a algo que vai muito além de definir um preferido. Ela colocará o País frente a um novo momento. Sim, independentemente do vencedor, será o momento do Brasil, por assim dizer, retomar o rumo. E já passou da hora.
Ao longo dos últimos dois anos, em especial a partir do impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, a turbulência política, acima de tudo, impediu que diálogos mais profundos e necessários se desenvolvessem. O resultado? Oscilações econômicas, desemprego, serviços carecendo de atenção e, acima de tudo, polarização de relações. Infelizmente, como há tempos não se via, o campo da política se tornou um legítimo octógono. Pouco fez diferença qual era o melhor caminho, o que mais interessava, aparentemente, era quem aplicava o melhor gancho no adversário.
E a esperança, e essa não pode desaparecer jamais, é que quem assumir o comando de todas as estratégias para colocar o País nos eixos tenha êxito. Sim, mesmo se for aquele que você, eleitor, não votou neste domingo. O sucesso dele, seja quem for, poderá representar melhores condições de vida para você. Que estejamos à frente, de fato, do fim da disputa. Até porque, se para muitos foi alentadora e fundamental, para outros, talvez, já tenha passado dos limites.

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