ANO: 25 | Nº: 6334
27/10/2018 PAUTA ESPECIAL - Curso de Jornalismo

Pesquisadores discutem os novos rumos da produção científica

Foto: Victória Ferreira/Especial JM

Debate contou com profissionais de diferentes áreas
Debate contou com profissionais de diferentes áreas

Por Augustho Soares, acadêmico de Jornalismo

Os “novos rumos da produção científica” foram discutidos, quinta-feira, durante o painel de debate inserido na 15ª Jornada de Pós-graduação e Pesquisa, que aconteceu dentro da programação do Congrega 2018. Mediada pela professora e pesquisadora da Urcamp, doutora Clarisse Ismério, a conversa contou com participação da doutora em Fitoterapia Fabiane Pinto Lamego; do doutor em Cirurgia e Clínica, o veterinário João Pedro Scussel Feranti, da mestra Anna dos Santos Suñe e do jornalista Claudenir Munhoz.

A abertura do painel foi feita pela coordenadora do Congrega 2018 e pró-reitora de Inovação, Pós-graduação, Pesquisa e Extensão da Urcamp, professora Elisabeth Drumm. Em sua fala, ela destacou a importância do evento para o desenvolvimento científico da região. “O Congrega acaba materializando algo que é muito positivo. No mesmo encontro, nós temos projetos de extensão e ação comunitária junto à iniciação científica. Essa possibilidade de troca é extremamente importante”, afirmou.

O painelista João Feranti destacou as oportunidades de iniciação científica. Segundo ele, mesmo existindo obstáculos, como a falta de recursos para pesquisa, os caminhos para a entrada de acadêmicos no meio científico estão sendo abertos com o surgimento de novos grupos de estudo e eventos neste ramo. “É importantíssima essa iniciativa que parte do professor, para que os alunos tenham contato com essa iniciação científica e para que possam participar de eventos como o Congrega”, declarou.

Em seguida, Fabiane ressaltou a importância da iniciação científica, ainda na graduação. “As aulas básicas do curso são muito importantes porque elas dão as bases para o que será feito após a graduação”, explicou. Ela também salientou a necessidade do domínio do inglês para a pesquisa, considerando que é a língua universal para trabalhos acadêmicos. “Com o inglês, a gente consegue que um pesquisador lá da China consiga ler e entender o nosso problema e a solução que a gente achou para ele”, pontuou.

Por sua vez, Anna falou sobre a importância de grupos de produção científica. “A gente nunca anda sozinho em nenhum momento da vida acadêmica, nem durante a iniciação nem na pós-graduação. Até mesmo em um artigo, a gente precisa de várias análises e todas essas elas são muito trabalhosas para uma pessoa só”, explicou. Segundo ela, também é importante a participação em congressos. “Além da gente ter uma visão de como é a nossa profissão, faz com que a gente conheça melhor a pós-graduação e nos incentiva a isso”, disse.

Já para Munhoz, além do trabalho em grupo ser importante, cada um tem que procurar “fazer as suas oportunidades”. Para isso, ele usou o curso de Jornalismo como exemplo. “Nós temos uma visão, quando estamos fazendo o curso, que queremos trabalhar em rádio, jornal ou televisão, mas nessa era que vivemos, somos comunicadores”, explicou. Ele destacou, ainda, a necessidade de expandir os conhecimentos além da área de atuação, principalmente em uma época interdisciplinar.

Anna dos Santos Suñe e Claudenir Munhoz são egressos da Urcamp. João Feranti é professor da instituição de Ensino Superior comunitário e, também, diretor do Hospital Veterinário do campus de Alegrete.

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