ANO: 25 | Nº: 6485
30/10/2018 Fogo cruzado

Resultados das urnas refletem nos discursos dos vereadores

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Líder do governo adotou tom conciliador
Líder do governo adotou tom conciliador
O Legislativo bajeense presenciou uma sessão ordinária atípica, ontem. Aberta com a execução do hino nacional, a reunião contou com leitura de trecho da Bíblia e a exposição de bandeiras. Nos discursos, predominaram avaliações sobre os resultados da urnas.
Em tom conciliador, o líder do governo na Câmara, vereador Graciano Aristimunha, do DEM, enalteceu a postura do governador José Ivo Sartori, do MDB, que reconheceu a derrota para Eduardo Leite, do PSDB. O parlamentar também destacou a expectativa com o governo de Jair Bolsonaro, eleito presidente da República, pelo PSL. “Não será, com certeza, só a questão da honestidade que vai estar à mesa do futuro presidente”, avaliou.
A líder da Rede, vereadora Beatriz Souza, focou em um dos pontos elencados pelo presidente eleito, observando que o combate à corrupção, defendido por Bolsonaro, deve começar pelas cidades. “A constituição e o regimente tem que serem respeitados nos municípios. Apesar de não concordar com muitas falas dele, torço para que faça uma gestão de combate à corrupção”, reforçou.
O vice-presidente da Câmara, vereador Antenor Teixeira, do PP, elevou o tom. Antes de ler o discurso que havia preparado, o progressista criticou a postura do PT. “Chorei quando um pequeno produtor foi praticamente condenado por um grupo terrorista do PT, quando invadiram a Fazenda São Pedro. E eu não vi pedido de respeito. A democracia era só para o PT. Agora que é a nossa vez, que é o meu lado, estão achando ruim. Aceitamos todas as eleições. Ficamos quietos e aguentamos todas as atrocidades, de uma ideologia balizada em Cuba. Agora é a nossa vez”, reiterou.
Augusto Lara, líder do PDT no Legislativo bajeense, também teceu críticas ao partido de Fernando Haddad, derrotado nas urnas. “O maior cabo eleitoral de Bolsonaro foi o PT. O povo está cansado da roubalheira”, disse. Omar Ghani, líder do PR, reforçou o discurso. “Eu fiz parte do PT. Através das nossas divergências, ainda lá, e não agora, já fazia contraponto e críticas ao que achávamos errado. Eu discordei de muitos pontos, mesmo quando era líder de governo. Não concordava com a atuação do MST, e, não concordando, com algumas coisas, decidi sair”, recordou.
O líder do PT, vereador Lélio Lopes (Lelinho), garantiu que sabe ‘respeitar o valor e o peso do voto’. “Ninguém vai me ver fazendo discurso de ódio, muito menos desejando o mal de nossos governantes. Eu quero é que nossa cidade receba os benefícios, que seja contemplada com bons políticos, com coisas que possam beneficiar a população”, observou, ao salientar que o PT elegeu governador, senadores e deputados. Lelinho adiantou, ainda, que pretende atuar como um fiscalizador. “Eu, enquanto vereador, vou estar cobrando”, disse.

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