ANO: 25 | Nº: 6356
31/10/2018 Editorial

Esperanças regionais

Passado o pleito, após um segundo turno que aparentou ser bem mais longo do que realmente foi, e vislumbrando-se a virada de mais um ano, as conjecturas e previsões por parte dos eleitores, agora, só tendem a crescer, dia após dia. E por um motivo simples, as mudanças de gestões, não apenas no âmbito do Executivo, mas também nos Legislativos – Congresso e Assembleia – permitem que novas leituras e diagnósticos sobre o futuro de determinados temas, mesmo aqueles que aparentavam terem sido perdidos no limbo, ganhem novo fôlego. E é mais ou menos isso que a coluna Fogo Cruzado de hoje apresenta, ao menos em termos locais.
Parte da abordagem utiliza menções presentes dentro do Orçamento para 2019 que, mesmo tendo Jair Bolsonaro como Presidente, a partir do próximo ano, precisa ser votado e aprovado neste. Ou seja, em parte, já determina parte dos investimentos a serem executado, incluindo cidades da Campanha gaúcha entre as contempladas. Em termos gerais, quase todos os municípios são beneficiados, de alguma forma. Porém, isto pode aumentar exponencialmente, dependendo da articulação dos líderes políticos locais, assim como por parte dos representantes que atuarão de maneira próxima aos novos gestores, inclusive o governador eleito Eduardo Leite.
Somente no que tange verbas da União, é interessante a constatação de que cada congressista, seja de qual bandeira partidária for, poderá dispor de nada menos que cerca de R$ 15,4 milhões para viabilizar projetos por meio de emendas parlamentares. Ali, aliás, reside o principal bolo de recursos que pode, de forma até célere, contribuir para um desenvolvimento mais rápido das cidades para as quais os valores forem destinados. Mas é apenas um dos caminhos, outros também existem.
Em suma, perante à mudança motivada pelos resultados das urnas, pode-se entender a animação de alguns gestores, em especial prefeitos, os quais já se debruçam no sentido de estreitar relações, não apenas com agentes já conhecidos de seus redutos políticos, mas com atuações e pensamentos similares que, a partir de janeiro, poderão contribuir com suas cidades.

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