ANO: 25 | Nº: 6352

Observatório da Mídia

01/11/2018 Observatório da Mídia (Opinião)

Jornalismo por vocação

Foto: Marcelo Rodriguez Barboza/ Especial JM

Por Murilo Alves
Estudante do 6º Semestre de Jornalismo da Urcamp

Quem opta por seguir a carreira de jornalista, o faz por amor e vocação. Não, não é mais um daqueles exagerados clichês sobre qualquer profissão. Por óbvio, trabalhamos ou estamos nos preparando para trabalhar, visando uma remuneração razoável, mas não é só isso. De maneira alguma estou querendo soar pretensioso, porém, creio que falo em nome de todos os colegas quando digo que ninguém ingressa no curso pensando em fazer fortunas, mas sim pelo desejo de tornar o mundo um lugar melhor e mais justo, se não o mundo, pelo menos o lugar onde vive. Entretanto, não alcançaremos nosso objetivo sem a sua ajuda do estimado leitor.

Agora você deve estar se perguntando o que isso tudo tem a ver com você, pois eu explico. Foi-se o tempo em que a melhor maneira para manter-se informado era ir até a banca de jornais e comprar a edição do dia, que após a leitura finalizada, suas páginas já faziam jus ao ditado popular ''é tudo velho e sabido''. A forma de consumir informações mudou, e, principalmente, os veículos que trabalhavam com publicações impressas migraram para as mídias digitais. Não façamos tempestade em copo d'água, ainda não há motivo para pânico, o jornalismo continuará prestando os seus serviços normalmente. Apenas se mudou para a sala ao lado, a internet.

Para esta sala também se mudaram inquilinos como as fakenews, grupos e ''portais de notícias'' não produzidos por jornalistas. E este último é o que mais me preocupa. Por mais que tenham conquistado uma grande visibilidade e chamem a atenção pelo tom sensacionalista com que tratam os fatos, prestam um desserviço à sociedade. Não me leve a mal, mas que credibilidade tem um médico que não possui o diploma de medicina? Você utilizaria os serviços de um profissional desse tipo? A falta de critério, responsabilidade e a maneira inconsequente como os fatos são divulgados é o que reforça a ideia de que aqueles que não possuem a formação adequada, não devem exercer essa função. A necessidade de termos que discutir um assunto como este até parece piada, mas não é.

Sei que alguns dos mais tradicionais sites de jornais oferecem um pequeno número de acessos gratuitos aos usuários que não são assinantes, e sei também o quanto é frustrante clicar naquela matéria e não conseguir ler até o final. Porém, peço a você, querido leitor, um pouco de compreensão. As principais fontes de renda para um veículo de comunicação são os anúncios e as assinaturas, e os custos para manter uma redação formada por pessoas qualificadas são altos. Peço ainda que considere o trabalho exercido pelos meus colegas e que tenha em mente que com um jornalismo feito por pessoas qualificadas e conscientes, só quem ganha é você, afinal, nada disso é só por dinheiro.

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