ANO: 25 | Nº: 6405
02/11/2018 Fogo cruzado

Graciano sugere revisão sobre agendas de sessões solenes

Foto: Sidimar Rostan/Especial JM

Líder do governo manifestou preocupação com eventos convocados pelo Legislativo
Líder do governo manifestou preocupação com eventos convocados pelo Legislativo
O líder do governo no Legislativo bajeense, vereador Graciano Aristimunha Pereira, do DEM, sugeriu, ontem, durante manifestação na tribuna, uma discussão sobre a possibilidade de reduzir a agenda de sessões solenes da Câmara. O parlamentar provocou o assunto após destacar que poucos vereadores compareceram à sessão solene realizada na terça-feira, para a entrega da Comenda Professor Eduardo Contreiras Rodrigues.
Graciano afirmou ter recebido questionamentos não apenas sobre a participação dos vereadores, mas também sobre os gastos com as sessões. “O policiamento é muito grande. Precisamos nos unir e comparecer às solenidades”, opinou, ao frisar que os parlamentares votam as sugestões de agendas e, que, em geral, aprovam as realizações, mas nem sempre comparecem. “Sei que são muitas atividades e nem sempre os vereadores podem estar presentes. Acho que é uma boa hora para começarmos a pensar na possibilidade de reduzir o número”, reforçou.
No ano passado, a Mesa Diretora deliberou sobre o assunto, estabelecendo regras e limitações para as convocações. A intenção era justamente garantir a participação dos vereadores. Ontem, a posição de Graciano repercutiu entre os vereadores. Alguns apresentaram motivos, justificando ausências na sessão de terça-feira. Nenhum endossou a intenção de reduzir a agenda de reuniões solenes – convocadas para prestar homenagens ou formalizar a entrega de alguma comenda, geralmente à noite.
Em geral, os parlamentares observam que não conseguem comparecer a todas as sessões em função de agendas de trabalho, marcadas previamente. A vereadora Sonia Leite, do PP, entretanto, também manifestou desconforto com situações pontuais. “Só percebemos as ausências dos vereadores quando realizamos as sessões solenes. Já fiz sessão em que não se sabia quem seria o secretário (vereador que lê o protocolo da reunião)”, lamentou.

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