ANO: 24 | Nº: 8084

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
05/11/2018 Caderno Minuano Saúde

O uso excessivo dos smartphones e a interferência na saúde

Foto: Divulgação

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Nos dias atuais é comum o uso de aparelhos celulares por diversas faixas etárias e para diferentes interesses. O telefone celular apresenta-se como aparelho de grande influência no cotidiano das pessoas, em especial, na dos adolescentes. Os interesses que movem as operadoras de celulares associados aos avanços rápidos na tecnologia aumentam a necessidade e o desejo de consumo dessa tecnologia. Toda a gama de facilidades e de recursos que os celulares oferecem, entre eles a comunicação rápida, o acesso facilitado a informações com o uso da internet, as ferramentas de trabalho que podem oferecer, fazem com que o telefone celular vire um dos aparelhos eletrônicos mais utilizados.

E possível observar o crescente uso do celular nas escolas, no trabalho, nas reuniões de amigos e nos locais de lazer, por hábitos associados, muitas vezes, às necessidades laborais, de estudo, ou mesmo diversão. Com o passar dos anos, está se tornando cada vez mais difícil realizar essas tarefas sem os meios eletrônicos, entre eles o celular, configurando-se em uma necessidade crescente de adaptação e aceitação do mesmo pela população.

Nesta edição, as professoras e fisioterapeutas da Urcamp, Eliane Soares Tavares e Ionara Hoffmeister explicam o uso excessivo e como melhorar a postura para utilização.


Boa postura para não acarretar dores

 

As crianças do século 21 nasceram em uma geração na qual a tecnologia é o alicerce da conservação das relações sociais, o que torna impossível viver sem ela. Antes mesmo de serem alfabetizadas aprendem a utilizar a maioria dos recursos disponíveis pelos aparelhos eletrônicos.

Os adolescentes usam celulares com aplicativos, videogames e a internet cada vez mais precocemente e em qualquer lugar. Quanto mais cedo o contato com esses aparelhos, maiores os riscos de lesões, pois a estrutura esquelética ainda está fase de desenvolvimento. A primeira complicação que o uso excessivo dessas tecnologias pode causar é a dor muscular, que é uma dor localizada nos músculos, podendo evoluir para uma tendinite e/ou outros agravos.

Seu uso foi incorporado aos poucos seja de forma direta, através do acesso às diversas mídias (internet, televisão) ou indireta através de serviços que se utilizam desses meios (agências bancárias, rede de supermercados, distribuição de energia elétrica, dentre outros). Esse fato alavancou, nos últimos anos, um intenso debate a respeito do impacto das novas tecnologias de comunicação no cotidiano dos jovens e suas famílias.

Eliane e Ionara contam que estudos relatam que mais de 50% dos adolescentes permanecem, no mínimo, oito horas diárias em uma posição sentada, somando-se as horas regulares de ensino em sala de aula e em frente à televisão e ao computador. “Além da permanência por longos períodos nesta posição, acrescenta-se o fato de que os escolares adotam, na maior parte do tempo, uma postura inadequada, que predispõe à fadiga, formigamento em diversas partes do corpo, processos degenerativos nas estruturas osteoarticulares da coluna vertebral e alterações posturais”, contou.

As fisioterapeutas explicam que a permanência em posturas inadequadas por um tempo prolongado durante o uso dos dispositivos pode acarretar em dores musculoesqueléticas, sedentarismo, sobrecarga mental, excesso de peso e diminuição das horas de sono, gerando sintomas de agressividade, irritabilidade e cansaço.

Foi realizada uma pesquisa pelas professoras e pela acadêmica Jessica Valério com adolescentes em uma escola da cidade de Bagé em relação ao uso dos dispositivos e sua relação com dores musculares.

Há alguns dados como: 50% dos adolescentes que ficam de uma a três horas na frente do notebook apresentam dores no pescoço.

No que se refere ao tempo de uso do celular, os indivíduos que ficam de três a cinco horas (33,3%) apresentam dores nos ombros, o mesmo percentual dos que ficam de cinco a 10 horas e o dos que passam mais de 10 horas fazendo uso deste dispositivo móvel.

“O uso responsável e de maneira balanceada faz com que essa tecnologia seja utilizada como facilitador e não como um prejudicador dos estudos, do período de sono e da saúde física e mental”, concluem as profissionais.

 

 

Orientações para evitar lesões:

- Realize pausas (intervalos) no uso do celular;

- Faça alongamentos;

- Pratique exercícios físicos;

- Se as dores aumentarem, procurem um profissional da saúde.

 

 

 

 

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