ANO: 25 | Nº: 6458
07/11/2018 Segurança

Jovem é preso acusado por comercializar “supermaconha”

Foto: Divulgação

Droga teria 10 vezes mais potência
Droga teria 10 vezes mais potência
Leonardo Cavalli Rodrigues, 23 anos, foi preso pela Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), em uma ação com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), acusado de tráfico de drogas de uma versão extremamente forte de maconha. A droga, conhecida como “grapegum”, é uma combinação selecionada das sementes de cannabis sativa e índica, cujo potencial de THC (princípio ativo da maconha) pode ser até 10 vezes superior ao normal. A prisão ocorreu no KM 194, da BR-293, próximo a Bagé.
Durante as investigações, os policiais civis descobriram que o estudante, natural de Dom Pedrito, vendia a droga, especialmente no ambiente universitário. Para garantir a matéria-prima, ele chegou a montar um minilaboratório em seu apartamento, com uma estufa climatizada e controle de iluminação - que ajudam a elevar o potencial da droga.
Os investigadores explicam que o acusado foi preso quando retornava da cidade de Dom Pedrito, onde havia ido entregar uma quantidade de droga. Na chegada em Bagé, foi abordado pelos policiais, que encontraram dezenas de porções já embaladas e prontas para venda. A droga que estava com ele seria vendida, hoje, por um preço que é até 10 vezes maior do que a valor da droga “tradicional”.
No apartamento do estudante, em Bagé, os policiais encontraram uma estufa com uma matriz da droga, que servia para novos plantios de abastecimento do traficante. Também encontraram dezenas de porções já embaladas para venda.
O titular da Defrec, delegado Cristiano Ritta, comentou que essas variações da droga são populares em meios acadêmicos, porque o elevado teor de THC produz efeitos otimizados nos jovens, que buscam sensações diversas sem se importar com os riscos para saúde. “Para ter uma ideia do potencial ofensivo à saúde, a concentração de THC média da maconha é de 2% a 4%, sendo que a ‘grapegum’ tem no mínimo 18% de THC, em razão da seleção de sementes de origem canadense e do ambiente controlado em que é produzida. Essas versões são conhecidas como ‘maconha de laboratório’ e possuem um grande potencial nocivo à saúde”, explica.
A polícia alerta para os efeitos que essas drogas possuem no organismo. A Defrec possui um canal para receber denúncias de tráfico de drogas através do WhatsApp (53) 99930-5873.

Mais imagens

Deixe seu comentário abaixo

Mais notícias da edição

Outras edições

Carregando...