ANO: 25 | Nº: 6356
10/11/2018 Editorial

Obra para o futuro


Muito se debate, em Bagé, a importância de uma nova barragem. Aliás, a construção da Arvorezinha, iniciada e depois paralisada por embargo judicial, adiou um sonho antigo de muitos que aguardavam para não temerem, a cada estação quente, um novo racionamento – prática de certo modo até comum, mas, que, em determinados períodos, ultrapassou um período, diga-se, aceitável.
Pois bem. As tratativas pela retomada da empreitada, vez ou outra, retornam aos noticiários. Recursos garantidos ou novas verbas asseguradas, assim como liberações legais, dominam a maioria da pauta. Nem por isso, somente essa construção pode ser visualizada como prioritária. Até é, mas outras também têm importância.
Um caso em plena execução é o novo reservatório para tratamento de água, por parte do Daeb. É fato que a estrutura, moderna, pode ser tratada com quase que o mesmo interesse que uma nova barragem. E a explicação é a mais simples possível. Enquanto a atual estrutura supera os 100 anos, sempre que uma intervenção se avizinha aparece, junto, a necessidade de suspensão, mesmo que momentânea, do abastecimento hídrico.
Com um novo espaço destinado ao tratamento, Bagé ganhará de duas formas. Primeiro aumentando a capacidade de tornar a água estocada em potável e, em segundo, deixando de lado a necessidade de paralisar a distribuição de água. Ou seja, se concluído, de fato, em janeiro, os bajeenses já terão motivos para comemorar.
Depois, claro, não se pode esmorecer. A Arvorezinha é fundamental, uma unanimidade entre quem quer que seja. É preciso que, cedo ou tarde, saia do papel. O progresso não admitirá racionamento.

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