ANO: 24 | Nº: 6110

Rochele Barbosa

rochelebarbosa@gmail.com
Jornalista formada pela Universidade da Região da Campanha. Responsável pela produção e reportagem do caderno de Saúde do Jornal MINUANO
12/11/2018 Caderno Minuano Saúde

Novembro Azul

Foto: Divulgação

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O mês de novembro é nomeado de “Novembro Azul” e o escolhido para realização da campanha de conscientização sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, sendo fundamental alertarmos sobre essa doença, que é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens no Brasil. A campanha é realizada no mundo inteiro e tem ajudado na redução dos índices de mortalidade, porque quando mais cedo diagnosticado, maior as chances de cura o portador da doença terá.

A campanha teve início, na Austrália, como Movember, movimento cujo nome surgiu da junção das palavras moustache (bigode, em inglês) e november (novembro em inglês). A iniciativa foi adotada por vários países, inclusive o Brasil, como forma de chamar a atenção dos homens para a importância da prevenção do câncer de próstata.

Hoje, o movimento alcança mais de 1,1 milhão de pessoas em campanhas formais em países como Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Finlândia, Holanda, Espanha, África do Sul e Irlanda. O objetivo principal da campanha é mudar os hábitos e atitudes do público masculino em relação à sua saúde e seu corpo, incentivando assim, o diagnóstico precoce de doenças como o câncer de próstata.

Nesta edição, a enfermeira e professora da Urcamp, Carmem Helena Gomes Jardim Vaz, explica o que é a campanha, como funciona a conscientização e o que é a doença.


O que é o câncer de próstata?

O que é a próstata? É uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha; localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente às vesículas seminais, é produzir o esperma.

O que é câncer de próstata? É a multiplicação desordenada de células da próstata.

A enfermeira destaca que dentre os fatores de risco da doença podemos destacar o histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão e tio); raça (homens negros sofrem maior incidência) e obesidade.

Sendo em estágio inicial da doença, quando as chances de cura beiram 90%, não haverá sintomas, porém isso não garante que não há problemas. Já em fase avançada podem apresentar dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência, presença de sangue na urina e/ou no sêmen. Por isso, reforçamos a importância de revisão e conversa periódica com seu urologista e nunca esqueça de cuidar da sua saúde”, explica.

Carmen conta que o imprescindível é que não esqueça que o diagnóstico e o tratamento precoces são a única forma de garantir a cura da doença. “Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. O tipo de tratamento vai depender do estágio da doença e de cada paciente”, comenta a profissional.

A realização dos exames solicitados pelo médico no check up é uma das melhores formas de prevenção da doença. A Sociedade Americana de Urologia recomenda que o exame de sangue para a dosagem do PSA seja realizado anualmente por homens entre os 45 a 50 anos, além dele, também é importante o exame de toque retal.

 

Dúvidas comuns

1 - Quais os sintomas que podem indicar possíveis alterações na próstata? O câncer de próstata não costuma causar sintomas na fase inicial, por isso a importância da consulta rotineira ao urologista com o objetivo de fazer o diagnóstico precoce da doença, por meio do PSA e do toque retal.

2 - Pacientes com histórico familiar de câncer de próstata tem maior risco? Sim, quando existem na família parentes em primeiro grau com câncer de próstata, a chance de apresentar a doença é de duas a cinco vezes maior, dependendo da idade em que foi diagnosticado no parente e no número de membros da família que apresentaram o câncer.

3 - O exame de sangue pode substituir o exame de próstata? O PSA é sim a melhor ferramenta para o diagnóstico do câncer de próstata, mas o exame de toque não o substitui. A maioria dos casos de câncer de próstata é diagnosticada por meio do PSA e, em muitos casos, o resultado do exame não mostra muita elevação e a percepção de um nódulo pode orientar a realização de uma biópsia da próstata.

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