ANO: 26 | Nº: 6557

Viviane Becker

viviminuano@hotmail.com
Colunista social do Jornal Minuano, Viviane Becker é experiente jornalista de geral e conhecida editora do caderno de variedades Ellas.
17/11/2018 Caderno Ellas

Logomania

Foto: Reprodução JM

 

Por Janine Pinto

Estilista /Colaboradora

Feche os olhos e volte para as décadas de 80 e 90, quando a febre da logomania estava em ápice. O desejo de mostrar a todo custo o que se estava usando era um statement, talvez em resposta ao boom econômico dos EUA na época. Nos anos 2000, o minimalismo tomou conta das ruas e passarelas ao redor mundo. Um certo desejo de sutileza e respiro ao over das duas décadas passadas precisou acontecer. Mas eis que a moda adora relembrar. A ideia retornou, capitaneada por John Galliano (que resgatou na Dior a mesma estampa Oblique que Maria Grazia explora hoje) e Marc Jacobs (que ressignificou a logomania ao apostar em colaborações artsy com Stephen Sprouse e Takashi Murakami na Louis Vuitton).

 Então, se prepare para ostentar sua marca predileta, a logomania voltou a ser tendência. Pense em bolsas Louis Vuitton, cintos Moschino, pingentes Chanel e camisetas Versace por todos os cantos. Segundo uma lista da plataforma de e-commerce de moda Lyst, a tendência domina entre os 10 itens mais buscados de 2018 até agora. Está muito atual ostentar cinto da Gucci, tênis Fila  pochete Prada. Na Chanel, totes e pochetes foram estampadas com o nome da Maison em p&b, enquanto a Valentino apresentou sua versão com a sigla "VLNTN" criada por Peterpaolo Piccioli. Marcas como Vetements fizeram releituras atuais de grandes ombreiras, calças amplas, babados e por aí vai.

Gucci, Prada e Dolce & Gabbana são exemplos de marcas que colocaram seus nomes em jaquetas, camisetas e bolsas. Nada de apenas detalhes, a intenção é realmente que o nome da marca seja o fator principal da peça e que justamente isso seja o motivo para as pessoas a usarem. Alessandro Michele, diretor criativo da Gucci, sabe como ninguém a fórmula de criar desejo em cima de um logo. Tanto que, atualmente, a Gucci é um fenômeno mundial. Suas parcerias com grandes artistas trazem protesto em cima da marca. Com seus millennials, a Dolce & Gabbana anda fazendo barulho com uma galera que encara ser o centro das atenções como algo natural. Vestir modelos e digital influencers é a forma da D&G  propagar seu logo. 

“Com as redes sociais, as grifes ganharam mais exposição – e um produto com uma logomarca é muito mais fácil de ser assimilado. A função de tais marcas registradas, em sua essência, é justamente fazer com que o cliente fique familiarizado com a label, dar visibilidade e reconhecimento a grife”, explica Costanza Pascolato.

De máscaras de dormir a tênis e anéis, a logomania está em todo tipo de item. Na hora de adotar a tendência, vale tanto apostar em uma única bolsa ou sneakers quanto encarar com bom humor uma cópia de camelô. Have fun!

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