ANO: 25 | Nº: 6312
23/11/2018 Fogo cruzado

General pedritense vai comandar Exército no governo de Bolsonaro

Foto: Matheus Piccini/CMPA

Pujol é oficial da ativa mais antigo do Exército
Pujol é oficial da ativa mais antigo do Exército
O general Edson Leal Pujol, natural de Dom Pedrito, vai suceder o general Eduardo Villas Bôas no Comando do Exército Brasileiro em 2019. O anúncio foi feito na quarta-feira, 21, pelo futuro ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que vai comandar a pasta durante o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, do PSL. O almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior vai assumir o comando da Marinha e o tenente brigadeiro do ar Antônio Carlos Moretti Bermudez será o comandante da Aeronáutica.
Pujol já seria o substituto natural, por ordem de antiguidade. Para assumir o comando, o general deixará o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, em Brasília. De acordo com informações da Agência Brasil, o futuro ministro adiantou que ‘a prioridade da sua pasta deverá ser manter os atuais projetos e apoiar as três Forças Armadas o máximo possível’. A transição no Ministério da Defesa deve iniciar em dezembro.
O general Pujol, 63 anos, é filho do Coronel da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Péricles Corrêa Pujol, e de Maria Lina Leal Pujol. O futuro comandante do Exército estudou no Colégio Militar de Porto Alegre. Ele iniciou sua carreira militar em 1971, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Estudou na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), sendo declarado Aspirante a Oficial em 1977.
Como general, comandou a 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, localizada em Santiago, no Rio Grande do Sul. Entre 2009 e 2011, foi o Comandante da Aman. Chefiou o Centro de Inteligência do Exército, até março de 2013, em, posteriormente, foi nomeado Comandante da Força de Paz na Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah).
Passou o Comando da Minustah em 2014. Em seguida, foi nomeado para o cargo de secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Promovido a General de Exército, em 2015, foi designado a secretário de Economia e Finanças. Meses depois, assumiu o Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, em substituição ao general Antônio Hamilton Martins Mourão, vice-presidente eleito na chapa encabeçada por Bolsonaro.

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