ANO: 26 | Nº: 6524
26/11/2018 Fogo cruzado

Hamm afirma que vai integrar base do governo de Bolsonaro

Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

Progressista preserva posição contrária à privatização da CGTEE
Progressista preserva posição contrária à privatização da CGTEE

Reeleito para o quarto mandato na Câmara dos Deputados Federais, Afonso Hamm, do Progressistas, único representante da região no Congresso Nacional, adianta, em entrevista exclusiva ao Jornal MINUANO, que vai integrar a base do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, do PSL, a partir de 2019. O parlamentar, porém, mantém a posição contrária à privatização da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), que pode entrar na pauta da nova gestão.

MINUANO - O pleito de 2018 foi marcado pela polarização, acentuada por ataques, principalmente no segundo turno, e também pelas fake news. É inegável que as redes sociais tiveram papeis centrais nas eleições. O senhor, inclusive, utilizou o recurso do impulsionamento de conteúdo, que é permitido pela legislação. Como avalia a experiência eleitoral com esta ferramenta?
Hamm - Nessa eleição, pudemos constatar que os brasileiros estão totalmente adaptados às novas ferramentas de comunicação. As pessoas estão mais engajadas na busca por informações, especialmente nas redes sociais. O Facebook e o WhatsApp se transformaram em canais de interação, aproximando os eleitores dos seus candidatos. Já fazíamos esse trabalho de divulgação, mas intensificamos durante a campanha, pois precisávamos multiplicar ainda mais os conteúdos relacionados ao trabalho que vem sendo desenvolvido em Brasília e junto aos municípios gaúchos. Foi uma experiência interessante e satisfatória atingirmos um público tão grande com essas ferramentas que, sem dúvida, foram fundamentais. Nossos seguidores e apoiadores também se envolveram e acredito que essa soma de esforços nos levou ao êxito no pleito de 2018.


MINUANO -
Qual será a área de atuação prioritária no novo mandato?
Hamm - Desde o segundo mandato, priorizei a saúde, pois a crise pela qual estão passando os hospitais, as Santas Casas e os municípios afeta diretamente a vida das pessoas. Sempre atuei de forma bastante forte pela agricultura e pecuária. Como engenheiro agrônomo formado e produtor, conheço a realidade e defendo melhores condições para os nossos agricultores e pecuaristas. Tenho projetos importantes para o setor, como o Porte Rural de Armas (em tramitação na Câmara dos Deputados) e a Lei do Abigeato (aprovada em 2017), que combate o furto de animais. Vou continuar defendendo minha área de origem e priorizando a saúde, destinando recursos para os hospitais, Santas Casas e Unidades Básicas de Saúde. Investir em equipamentos, manutenção e serviços pode ser decisivo no momento de um atendimento médico para que vidas sejam salvas.


MINUANO -
Existe alguma discussão sobre a manutenção da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Carvão Mineral, que foi coordenada pelo senhor, na atual legislatura?
Hamm - A Frente Parlamentar do Carvão vai continuar no Congresso e estou em contato direto com o presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral, Fernando Zancan, trabalhando para garantir os futuros leilões da matriz energética utilizando geração térmica com o uso do carvão mineral. Também queremos que o novo governo trace uma nova política na geração de energia e o uso industrial, principalmente no uso de produtos e subprodutos do Carvão Mineral, desenvolvendo a indústria de fertilizantes usando resíduos do processamento do Carvão Mineral. O carvão é a principal riqueza mineral que o Estado do Rio Grande do Sul tem e que não está sabendo aproveitar. A cadeia produtiva gera milhares de empregos e nós vamos priorizar e sensibilizar o governo federal e o governo estadual para que essa pauta receba atenção.


MINUANO -
A proposta de privatização da Eletrobras pode retornar à pauta em 2019. A proposição geraria impacto direto na região, principalmente em Candiota, cidade que sedia a CGTEE. O senhor mantém posição contrária ao projeto?
Hamm - Sou contra a privatização da Eletrobrás devido aos impactos negativos que ela traria para a região. Por exemplo, o desemprego. Não há a garantia de abertura de vagas para que esses profissionais fossem recolocados no mercado de trabalho, por isso mantenho minha posição contrária à privatização.


MINUANO -
O senhor já definiu posição sobre atuação na Câmara dos Deputados durante o governo do presidente Jair Bolsonaro? Deve integrar a base ou manter uma postura mais independente?
Hamm - Serei governo! O presidente Bolsonaro está montando um time muito qualificado e creio que mudanças necessárias virão pela frente, como na área da segurança pública. O Brasil também precisa voltar crescer e se desenvolver, pois todos nós ganhamos com isso.

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