ANO: 25 | Nº: 6401
27/11/2018 Cidade

Novos profissionais do programa Mais Médicos começam a se apresentar em cidades da região

Foto: Antônio Rocha

Unidade foi a primeira contemplada
Unidade foi a primeira contemplada
Parte dos médicos inscritos nas 630 vagas do edital do programa Mais Médicos, do Ministério da Saúde, para atuação no Rio Grande do Sul, já começa a trabalhar nesta semana. Em Bagé e em Hulha Negra, que foram contempladas com cinco profissionais, os inscritos já começaram a se apresentar. Em Candiota, que irá receber dois médicos, ainda não há definição do nome dos profissionais. O secretário de Saúde, Gil Deison Pereira, está em Porto Alegre para definir a situação.
Em Bagé, o médico Fabrício Domenech Nunes, 29 anos, se apresentou ontem na Secretaria Municipal de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência. O profissional atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) desde fevereiro deste ano. Nunes já vive em Bagé e considerou uma oportunidade poder participar do programa. Ele é de Rio Grande e se formou no final de 2017 na Universidade Federal de Pelotas. O médico, um dos quatro profissionais que vão atuar na cidade, pretende, futuramente, fazer residência em Ginecologia e Obstetrícia. “Começo o trabalho na segunda-feira, no posto do bairro Ivo Ferronato”, disse.
Conforme a coordenadora do Mais Médicos em Bagé, Cristiane Mansur, os profissionais tem até o dia 14 de dezembro para se apresentarem à pasta. Ela comenta que, além de Nunes, se inscreveram os médicos João Paulo Vieira Raposo, Daniel Magalhães Gonçalves e Raquel Morales Vieira, que irão ocupar vagas deixadas pelos cubanos nos postos de saúde dos bairros Tiarajú, Damé e Centro Social Urbano .
Em Hulha Negra, o médico bajeense José Brasil Teixeira Filho se apresentou, ontem, para a vaga. Conforme o secretário municipal de Saúde, Igor do Canto, ainda não está definida a data que o profissional irá começar o trabalho. “Estamos definindo a tramitação e a parte burocrática com a coordenação do programa no Rio Grande no Sul”, informou.
De acordo com o prefeito de Candiota, Adriano Castro dos Santos, das duas vagas disponibilizadas para o município, uma teve interessado. Ele salienta que é uma médica de Pelotas que deve ir até a cidade nos próximos dias.
Para participar do programa, os candidatos preencheram duas páginas. Uma sobre cadastro pessoal (nome, identidade, CPF, endereço, título eleitoral, etc.) e outra relativa à alocação (cidade escolhida e outros dados). De posse das informações, o Ministério fará a validação: conferir dados e informações, como ver se o profissional está ativo junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM). O Ministério tem pressa diante da importância do atendimento do Mais Médicos.


No Estado
Hoje, há 2.158 equipes de Estratégia Saúde da Família (EFS) no Rio Grande do Sul e 630 ainda estão sem médicos. Para suplementar a Estratégia de Saúde da Família (ESF), criada em 1994, o governo lançou, em 2013, o programa Mais Médicos. Quando o quadro estiver completo no Estado, o atendimento será de 6 a 7 milhões de pessoas (apenas as 630 equipes respondem por um público entre 1,8 milhão a 2 milhões de pessoas) ou mais de 60% da população.
Cada médico da ESF atende uma média de 20 a 40 consultas por dia. A equipe é composta por um médico, enfermeiro, técnico em enfermagem e agente comunitário. Mais de mil equipes no Estado tem um dentista com auxiliar de consultório ou técnico em higiene dental. Na média, uma equipe fica responsável pela consulta de 3 mil pessoas cadastradas.
Como registra o edital, os profissionais do Mais Médicos têm direito a uma bolsa-formação de R$ 11,8 mil por mês. Recebem, também, entre R$ 10 mil até R$ 30 mil a título de ajuda de custo inicial. O recurso serve para cobrir a despesa do profissional relativa à sua mudança de cidade. Em todo o Brasil, as inscrições ao Mais Médicos continuam abertas até o dia 7 de dezembro. No Rio Grande do Sul, as vagas já foram ocupadas.


Profissionais devem procurar secretarias municipais
Da parte do Estado, a Secretaria da Saúde tem promovido reuniões com o CRM e Conselho dos Secretários Municipais de Saúde. O objetivo é orientar os profissionais. O médico selecionado pelo Ministério da Saúde deve, imediatamente, procurar a Secretaria Municipal de Saúde da cidade que escolheu. Todos necessitarão de uma capacitação para trabalharem na atenção primária da saúde, junto às famílias e conhecerem os processos de trabalho.

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