ANO: 25 | Nº: 6209
28/11/2018 Fogo cruzado

Fernanda Melchionna defende fortalecimento do PSOL em Bagé

Foto: Rochele Barbosa/Especial JM

Parlamentar eleita em outubro visitou redação do MINUANO na tarde de ontem
Parlamentar eleita em outubro visitou redação do MINUANO na tarde de ontem
Eleita pelo PSOL, para a Câmara dos Deputados, Fernanda Melchionna, que exerce mandato de vereadora, no Legislativo de Porto Alegre, cumpriu agenda, ontem, em Bagé, para ‘colher demandas locais’. “A agenda na cidade também serve para agradecer a votação, sobretudo, a um setor muito importante, que é o da juventude”, destaca a parlamentar, que é natural de Alegrete, e contabilizou 1.004 votos na Rainha da Fronteira, no pleito de outubro, garantindo a primeira colocação entre as candidatas.
As agendas por municípios do interior integram uma espécie de cronograma de preparação. “Minha ideia é conhecer ao máximo as demandas e fortalecer o PSOL na cidade. O partido tem crescido bastante, com a contribuição de militantes históricos, mas também com a participação de mulheres e dos trabalhadores. A conversa com militantes serve, ainda, para ajudar nesta construção de uma ferramenta contra a velha política”, ressalta. Durante a atividade na cidade, Fernanda também falou sobre questões que devem pautar seu mandato.


Atuação prioritária
A perspectiva de fortalecimento do partido em Bagé pressupõe o diálogo sobre campos de atuação. Neste sentido, Fernanda adianta que a defesa das liberdades democráticas ‘ameaçadas pelo novo governo’, terá lugar de destaque na pauta de atuação, a partir de 2019. “O novo governo nem começou e já tem dado ameaças. Com estes ataques sistemáticos às mulheres, por exemplo, já sabemos o que Bolsonaro pensa. A agenda ultra-neoliberal, combinada com uma agenda repressiva, de criminalizar movimentos sociais, é muito ruim ao País. Precisamos de um polo alternativo. Vejo que muita gente comprou gato por lebre na eleição, também pelo ceticismo com o PT. Temos muita tranquilidade para falar. Eu sai do PT em 2003, justamente por criticar o caminho que o PT tomou, de aceitar este modus operandi, de governar com a lógica de negociação com as empreiteiras”, pontua.
A defesa dos direitos trabalhistas e das conquistas das mulheres e da comunidade LGTB também deve ter lugar de destaque na agenda da parlamentar. “Hoje, a legislação trabalhista fala que o salário do homem e da mulher deve ser igual. Mas não existe sanção ou penalidade para empresas que não pagam o mesmo salário para a mesma função. Eu quero fazer um projeto, aos moldes do que a Luciana Genro já havia apresentado, criando multas e penalizações para estas empresas. É possível, sim, acabar com a desigualdade salarial. Quero trabalhar, também, pela efetivação da Lei Maria da Penha, que é uma conquista enorme”, classifica.

Educação
A parlamentar eleita pelo PSOL defende o fortalecimento das universidades, a valorização dos professores e a liberdade para atuação em sala de aula. “Defendo a liberdade de ensinar e aprender. As escolas são espaços para o conhecimento, não para o pensamento único. Não precisamos de uma escola que promova perseguição, que é o que o projeto ‘escola com mordaça’, que é o nome correto do que os 'bolsonaristas' defendem”, critica.

Privilégios
“Quero acabar com o auxílio-moradia de deputados para aqueles que têm onde morar. Isso também vai ser uma prioridade”, comenta Fernanda, ao destacar pontos de suas propostas de combate aos privilégios da classe política. “Acho que é uma falta de vergonha na cara a pessoa ter onde morar, em Brasília, e ainda ganhar R$ 4 mil por mês. A lógica dos privilégios para o andar de cima, enquanto o povo sofre, é extremamente perversa. Então, esta é uma luta que quero ter como centralidade”, garante.

Grandes fortunas
“A taxação das grandes fortunas é outra pauta prioritária”, enumera Fernanda. “No Brasil, a maior parte da tributação é sobre o consumo. A carga tributária é pesada sob a classe média e os trabalhadores assalariados. Não temos uma tributação sobre juros e dividendos. A constituição previu a taxação das grandes fortunas. Isso nunca foi implantado. Precisamos, de fato, taxar os grandes, para poder reverter esta carga tributária”, avalia.

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